Os bons terão sempre lugar no jornalismo

Antigo director da Televisão de Cabo Verde, Daniel Medina é Professor Doutor da Universidade Lusófona de Cabo Verde (ULCV), no curso de Ciências da Comunicação. Jornalista, cronista de rádio e jornal, comentador da televisão, Medina é um comunicador nato. Nha Terra Online foi conhecer o autor de Pela Geografia do Prazer que se prepara para lançar novo livro no mercado e saber a sua opinião sobre o jornalismo caboverdiano, a sua vida de docente, entre outras questões.

Banalização da Profissão de Jornalismo em Cabo Verde

Em vários artigos nossos publicados em Cabo Verde temos vindo a alertar o Governo e aos cidadãos, pela degradação galopante do nosso “jornalismo”. Colocamos aqui a palavra jornalismo entre aspas, porque em nosso entender não existe o jornalismo cabo-verdiano.

Diversidade de Cursos na Comunicação

Uma das causas apontadas para menos vestibulandos interessados em Jornalismo é o número de opções relacionadas à comunicação. Muitos com vocação para cinema e fotografia, por exemplo, acabavam no curso por falta de opção. Existem alguns cursos de graduação e de tecnologia que podem estar por trás do fenômeno.

Como fazer um Resumo

O resumo é uma forma de reunir e apresentar por escrito, de maneira concisa, coerente e frequentemente selectiva, as informações básicas de um texto pré-existente. É a condensação de um texto, pondo-se em destaque os elementos de maior interesse e importância.

Bibliotecas Virtuais

grande referência na área de bibliotecas virtuais, com os sites mais importantes para informação e comunicação sobre ciência e tecnologia

sexta-feira, maio 14, 2010

Calvin & Hobbes

quinta-feira, maio 13, 2010

1.º Concurso de Leitura da ULCV acontece este Sábado


design do cartaz: neulopes
C.Comunicação - 2.º ano



Trata-se de mais uma iniciativa dos discentes de Ciências da Comunicação da ULCV. Desta vez, os alunos do 2.º ano convidaram os colegas do 1º e do 3º ano para participarem do projecto e estenderam o concurso às Licenciaturas em Direito e em Serviço Social. Como seria de esperar, Ciências da Comunicação está mais representada, contra dois de Serviço Social. Os alunos de Direito não se fizeram representar.

O concurso terá lugar no próximo dia 15 de Maio, Sábado pelas 16h00, contando com um júri especializado e formado a propósito.

Quanto aos prémios, que serão todos em livros, a organização contou com o patrocínio do Centro Cultural Português do Mindelo - Instituto Camões e o Instituto Nacional da Biblioteca e do Livro que responderam prontamente à iniciativa, louvando-a e incentivando-a a ser repetida mais vezes, envolvendo outras universidades. E, por falar em incentivo, haverá um prémio de participação para todos os concorrentes.

A assistência do concurso é aberta a toda a comunidade da ULCV, bem como a todos que quiserem assistir ao evento.


neulopes
C.Comunicação - 2.º ano

segunda-feira, maio 10, 2010

A dualidade linguística no jornalismo cabo-verdiano


Resumo
O jornalismo é um elemento importante para a configuração do espaço comunicacional de qualquer país. No exercício dessa actividade, a língua, nas suas mais diversas manifestações, tem um papel de extrema importância. É através dela que a maioria dos acontecimentos e factos importantes chegam ao conhecimento dos membros de uma dada sociedade.
Em Cabo Verde, verifica-se uma conjugação de duas ferramentas linguísticas no processo comunicativo. A olho nu, pode-se ver que há uma divisão de áreas de influência: o português dominou o campo da escrita e o crioulo assegurou, para si, o privilégio de ser a língua mais falada no país. Dentro deste panorama, verificamos que a imprensa escrita e os media audiovisuais têm as suas formas próprias de lidar com a situação. Se os jornais e as outras publicações escritas optam por traduzir os enunciados do Crioulo para o Português, as rádios e a televisão conjugam esses dos idiomas, numa espécie de diálogo inter-cultural entre as línguas. No entanto, regra geral, a primazia é dada à língua de Camões.

Palavras-chaves: Comunicação, linguagem, jornalismo, fontes de informação, consumo de notícias.

Para ler todo o texto de Silvino Lopes Évora, clique aqui

Banalização da Profissão de Jornalismo em Cabo Verde


Em vários artigos nossos publicados em Cabo Verde temos vindo a alertar o Governo e aos cidadãos, pela degradação galopante do nosso “jornalismo”. Colocamos aqui a palavra jornalismo entre aspas, porque em nosso entender não existe o jornalismo cabo-verdiano. O que existe é aquilo que Mário Mesquita chama de “jornalismo militante” comprometido com os poderes político-económicos (2004:55). A par disso e, por outro lado, não podemos falar em jornalismo cabo-verdiano, quando ainda não somos, suficientemente capazes de “pensar pelas nossas próprias cabeças” a problemática do jornalismo no nosso País. Não é que não tenhamos gente capaz de elaborar ideias doutrinárias e, a partir daí, criar uma escola de pensamento jornalístico com lastro cabo-verdiano.

O problema maior prende-se com o comprometimento dos profissionais da comunicação social com o sistema de interesse instalado no seio da classe, tendo como pano de fundo, a cumplicidade do Governo. Por isso, enquanto não atingirmos o patamar de autonomia cognitiva e demarcar da promiscuidade com os poderes, não podemos falar, rigorosamente, em jornalismo cabo-verdiano. Temos sim, o jornalismo de “sarjeta” onde os princípios da ética e da deontologia da profissão são sistematicamente violados em prol dos interesses dos poderes. Em democracia o jornalismo deve sim, desempenhar um papel de watchdog – cão de guarda – “das instituições perante os desvios, as prepotências e os abusos do poder” (Mesquita, 2004:74).

Mas o propósito deste nosso artigo não é este. Contamos retomar esta questão sobre a existência ou não de um “jornalismo cabo-verdiano” numa próxima ocasião e/ou em fórum próprio. Deste modo, lançamos um desafio, desde logo, aos nossos colegas a reflectirem-se sobre esta controversa em ordem a encontrarmos uma designação mais apropriada para aquilo que designamos por “jornalismo cabo-verdiano”.

Serviço Público de Televisão: precisa-se
O objecto desta reflexão tem que ver, justamente, com as Políticas de Comunicação para os media em Cabo Verde, particularmente para o sector de audiovisual. Como é de domínio público a Televisão de Cabo Verde (TCV) ao longo dos seus 23 anos de existência, pouco ou nada tem contribuído para a formação da consciência dos cidadãos tão-pouco para a consolidação da nossa jovem democracia. É só fazer uma pequena observação pelo nível da sua grelha de programação e pelos alinhamentos dos telejornais que, quanto a nós, é uma lástima, do ponto de vista técnico e visa servir unicamente os interesses do Executivo. Basta dizer que a TCV subvencionada pelo erário público tem apenas 5 horas de programação diária em que não se vislumbra, na sua grelha de programas, o verdadeiro sentido de serviço público de televisão. Mas isto tem uma explicação muito simples que, com certeza, os cabo-verdianos já se aperceberam: é que a génese da televisão cabo-verdiana assenta em conhecimentos adquiridos no campo da “universidade da tarimba”.

Ora, o jornalismo televisivo ou não, requer algum grau de abstracção da realidade social. Creio que os tarimbeiros não estarão “formatados” para lidar com realidade tão complexa quanto é a jornalística. Informar, ser informado e informa-se, requer um exercício intelectual para o qual os nossos “confrades” oriundos da escola da tarimba não estão habituados. É preciso uma cultura de valores jornalísticos que, seguramente, não se compaginam com a “universidade da tarimba”. Não obstante, a classe jornalística cabo-verdiana conta hoje, com um número significativo de profissionais com curso superior em Jornalismo, Ciências da Comunicação ou simplesmente Comunicação Social, ainda assim, continuamos a conviver, sobretudo na televisão e na rádio públicas, com um “jornalismo” fortemente influenciado por sequelas tarimbeiras. Curiosamente, são os próprios tarimbeiros gatekeepers, comissários políticos colocados estrategicamente, nestas estações do Estado, que determinam o conteúdo informativo que os cidadãos devem ou não ter acesso. Ou seja, uma espécie de porteiro, que abre e fecha a porta para as notícias que incomodam ou não os poderes.

Jornalistas em um mês e tal
Como se não bastasse o estádio calamitoso por que atravessa o sector audiovisual em Cabo Verde vem, aqui há dias, a ministra, Sara Lopes, que tutela a Comunicação Social, anunciar com pompa e circunstância, a formação de um mês e tal, de alguns jovens com 12º Ano de Escolaridade, em jornalismo televisivo, em ordem a serem os futuros correspondentes da Televisão de Cabo Verde em diferentes localidades do País.
Ora bem, esta decisão do Governo revela, desde logo, um total desconhecimento da importância do jornalismo no processo de formação dos cidadãos e, consequentemente, da sua participação na vida pública do País. Significa ainda, a banalização da profissão de jornalismo, numa altura em que Cabo Verde conta com vários profissionais com formação superior, em diversas universidades europeias, brasileiras e mesmo nacional (Universidade Jean Piaget), que se encontram na prateleira ou no desemprego. Alguns sentiram-se já obrigados a abraçar outras áreas distantes da sua formação para poderem sobreviver. Daí que, em nosso entender, esta opção do Governo é, de todo, errado, sabendo que existem profissionais qualificados sem oportunidade de emprego. É preciso dignificar a profissão de jornalista em Cabo Verde, enquanto, parceira do desenvolvimento do País, sobretudo numa altura em que o arquipélago se prepara para fazer parte das “fileiras” dos Países de Desenvolvimento Médio e à espera, para breve, de uma aproximação à Europa, através da Estatuto Especial junto da União Europeia.
”Não podemos continuar a ver as pessoas formadas no desemprego e o Governo a dar aos jovens um ou dois meses de formação para ocuparem o lugar daqueles que passaram três, quatro ou cinco anos em Universidades, Institutos ou Escolas Profissionalizantes a ‘matarem a vida’ para obterem uma formação”, repudia um profissional licenciado em Ciências da Comunicação, em conversa connosco, que se encontra no mundo dos desempregados da classe.

Por conseguinte, salvo o devido respeito, pelos jovens que concluem, arduamente, o 12º Ano e que precisam de uma formação universitária e/ou técnico-profissional, a fim de poderem garantir o seu futuro, mas não acreditamos, sinceramente, que com apenas um mês e tal de formação, estariam em condições técnico-congnitivas para o exercício do jornalismo.

De acordo com o Jornal Online Liberal a formação ministrada por professores da Universidade de Aveiro vai abordar temas como: noções de jornalismo e notícias; reportagem em televisão; ética e deontologia e relações com as fontes de informação. Estas noções aprendem-se ao longo de um curso em Jornalismo, Ciências da Comunicação ou Comunicação Social. Portanto, é manifestamente falacioso pensar que um (a) jovem que acabasse o ensino secundário conseguiria incorporar em apenas um mês e tal, noções sobre o jornalismo, ainda que básicas, que lhe permitissem exercer com alguma qualidade a profissão. Aliás, é o próprio Estatuto do Jornalista nos seus artigos: 5º; 6º e 7º que impossibilita esses jovens de exercer a profissão.

Senão vejamos: “Podem ser jornalistas profissionais os cidadãos maiores, no pleno gozo dos direitos civis e com formação específica na área de jornalismo oficialmente reconhecida” (nº 1 do Arº 5º do Estatuto do Jornalista). A minha questão é esta: quem vai “reconhecer oficialmente” estes supostos correspondentes da TCV. Será a senhora ministra da tutela? Sim, porque o Ministério da Educação não será, com certeza? O nº 1 do Artº 6º do mesmo documento acrescenta ainda que, “Ninguém pode exercer a profissão de jornalista sem estar habilitada com o respectivo título”. Estará, com um mês e tal de formação, esses jovens capacitados para obterem o título e exercerem, imediatamente a profissão?

“Sem prejuízo do período experimental, os indivíduos que ingressam na profissão de jornalista terão a qualificação que estagiários, por um período de seis meses, se possuírem curso superior que confira licenciatura, ou de dois anos, nos restantes casos.” (Artº 7º do Estatuto do Jornalista). No caso ad-hoc os futuros jornalistas correspondentes, depois de mês e tal de formação ser-lhes-ão distribuídos Kits prontos para fazerem uma cobertura jornalística. Por isso, a nossa dúvida crucial é, qual será o enquadramento que lhes espera?

Como diria um confrade e amigo meu, serão esses “jornalistas” que irão fazer a cobertura mediática dos acontecimentos relativos ao próximo pleito eleitoral que se avizinha nos diversos concelhos do país. É claro que esses jovens não irão, certamente, para além das noções básicas em jornalismo. Portanto, meus senhores não brinquem com coisas tão sérias quanto é a profissão de jornalismo.

Por: Carlos Sá Nogueira*
• Jornalista e mestrando em Ciências da Comunicação – Especialidade em Informação e Jornalismo, na Universidade do Minho.
• E-mail: sanogueiraborges@hotmail.com

Fonte: www.nosmedia.wordpress.com

Prémio de Jornalismo ARE


A Agência de Regulação Económica, ARE, em parceria com a Associação dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC), lança o Prémio de Jornalismo ARE (PJA), destinado aos jornalistas e equiparados que trabalham para um órgão de comunicação social como ocupação principal ou em regime de free-lancer.

Com a atribuição deste prémio pretendemos distinguir, anualmente, o melhor trabalho jornalístico nas vertentes impressa, rádio, televisão e on-line, valendo-se do principio de que a regulação só terá força quando a sociedade compreender bem do que se trata, e reconhecendo o importante papel dos jornalistas no alcançar desse objectivo.

Esperamos, com isso, por um lado promover a excelência no jornalismo cabo-verdiano, e por outro despertar através do desenvolvimento das informações o interesse da classe para o tema regulação económica.

Ao prémio poderão concorrer todos os jornalistas cabo-verdianos com trabalhos de investigação publicados em qualquer meio de comunicação social do país.

São critérios de elegibilidade:
  1. Nacionalidade cabo-verdiana;

  1. Reportagens publicadas em jornais, revistas e sites cabo-verdianos deverão ter entre 9500 e 10500 caracteres, incluindo espaços;

  1. Reportagens televisivas que forem difundidos em televisões no país, e que tenham entre 05 e 30 minutos;

  1. Todas as reportagens deverão ser fruto de uma investigação que conduza à sua elaboração;

  1. Não serão aceites quaisquer trabalhos que já tenham sido publicados ou difundidos em anos anteriores, ou tenham sido distinguidos;

  1. As candidaturas deverão dar entrada nos Correios de Cabo Verde até 31 de Dezembro de cada ano para o seguinte endereço e indicação:
Prémio de Jornalismo ARE
ARE – Agência de Regulação Económica
Av. Cidade de Lisboa CP. 785 - Praia
  1. O Prémio de Jornalismo ARE atribuirá a quantia de 350.000$00 (Trezentos e cinquenta mil escudos) à melhor reportagem jornalística impressa, televisiva ou radiofónica publicada ou difundida até 30 de Dezembro de cada ano.

  1. O júri será constituído por 2 (dois) jornalistas designados pela AJOC que não sejam concorrentes ao PNJ sendo um da área impressa e outro do sector audiovisual; 1 (um) equiparado a jornalistas, sendo repórter de imagem; 1 (um) trabalhador da ARE designado por esta;

  1. Os trabalhos escritos e publicados deverão ser enviados em formato A4, fonte Times New Roman, tamanho 12, com a data e local da publicação, e cd-rom com ficheiro único;

  1. Os trabalhos audiovisuais deverão ser enviados em formato CDROM (Rádio) e DVD (Televisão), e acompanhados dos referidos scripts;

  1. As candidaturas que não estiverem em conformidade com os termos de referência serão automaticamente excluídos;

  1. Entre 2 e 20 de Janeiro o júri julga os trabalhos;

  1. O prémio será entregue por ocasião do 12 de Fevereiro, dia em que se assinala aniversário da ARE;

  1. A decisão do júri é inapelável.

quinta-feira, maio 06, 2010

Pedro Bicudo fala de Violência e Jornalismo na Universidade Lusófona de Cabo Verde


“Será que a violência no ecrã leva à réplica do acto ou, por outro lado, torna as pessoas insensíveis aos actos de violência no dia-a-dia?” foi com esta questão que o jornalista português, Pedro Bicudo, iniciou ontem (5) a palestra Os Media e a Violência, na Universidade Lusófona de Cabo Verde, em Mindelo.

Foi por iniciativa da Associação dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) que Pedro Bicudo, antigo correspondente da Rádio Televisão Portuguesa – RTP- em Washington (EUA) e actual director da RTP/Açores esteve no nosso país para uma série de palestras. Estas acções inserem-se na comemoração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, 3 de Maio.

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Para o conferencista, “a notícia é um evento que é caracterizada por ser algo inusitado, diferente ou surpreendente. A violência partilha muitas dessas características. Isto torna-as irmãs. Por isso que muitos telejornais abrem com notícias de violência.”

Pedro Bicudo apela à comunicação social que dê voz às vítimas de violência. “Aqueles que tem menos poder são aqueles que mais sofrem com a violência: as crianças, idosos e mulheres. Outra violência que raramente chega às televisões é aquela contra as minorias. Existe, em Cabo Verde, uma violência latente em relação às lojas chinesas ou aos vendedores ambulantes da costa africana”.

“Actualmente, com o avanço do fotojornalismo, há uma alteração das primeiras páginas dos jornais, que procuram chocar através das imagens. Até que ponto escolhemos um site de notícias tendo em conta as imagens mais fortes, ou seja, imagens de violência?”

Segundo Pedro Bicudo, para que o jornalista se torne um melhor codificador da informação acerca do fenómeno da violência precisa especializar-se. “Não havendo especialistas no jornalismo, podemos transmitir notícias com pouco conteúdo. Mais, para abordar certas questões delicadas sobre a violência é necessário um livro de estilo em cada redacção, com as normas e protocolos a seguir nestes casos. Por fim, é preciso um trabalho conjunto ou jornalismo comunitário. É estar a par e trabalhar com as associações que lidam com a violência, presentes na comunidade”.

Fonte: www.nhaterra.com.cv

terça-feira, maio 04, 2010

NhaSala


Photo by daivarela

Cabeça


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Happy Moment


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Pedro Bicudo fala de Violência e Jornalismo na Praia e Mindelo


A Associação dos Jornalistas de Cabo Verde, AJOC, realizou, ontem à noite na Casa de Imprensa, uma conferência subordinada ao tema "Violência e Jornalismo". O evento que decorreu no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado 03 de Maio teve como conferencista, o jornalista português da RTP, Pedro Bicudo.

O conferencista disse tema da violência exige muito rigor na sua abordagem jornalística. "Primeiro de tudo tentar perceber o que é violência, como um fenómeno recente das nossas sociedades, ao mesmo tempo a extrema ligação que existe entre todo o processo de criação noticiosa e a própria natureza da violência há quase uma convergência" disse Pedro Bicudo.

O jornalista adiantou, também, que "o crescer" da violência dentro da informação exige que o jornalista se especialize, como acontece noutras áreas como a economia, politica e desporto. "A violência é uma área que precisa ser tratada com muito rigor, muito critério e sobretudo com muita ética" afirmou Bicudo para acrescentar que dentro do poder judicial há uma grande necessidade de especialização.

Para esta terça-feira, 04, a AJOC promove duas conferências sobre "informação em televisão regional", na Uni Piaget a ser proferida por Pedro Bicudo e "importância do sindicalismo no exercício da profissão do jornalista - experiência brasileira" pelo sindicalista brasileiro Alcimir Carmo, director regional em Bauru do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

As mesmas conferências realizadas na cidade da Praia vão acontecer em Mindelo, na quarta-feira, 05, na Universidade Lusófona.

Fonte: Jornal Expresso das Ilhas

quarta-feira, abril 28, 2010

Os bons terão sempre lugar no jornalismo, defende Daniel Medina





Antigo director da Televisão de Cabo Verde, Daniel Medina é Professor Doutor da Universidade Lusófona de Cabo Verde (ULCV), no curso de Ciências da Comunicação. Jornalista, cronista de rádio e jornal, comentador da televisão, Medina é um comunicador nato. Nha Terra Online foi conhecer o autor de Pela Geografia do Prazer que se prepara para lançar novo livro no mercado e saber a sua opinião sobre o jornalismo caboverdiano, a sua vida de docente, entre outras questões.

Fotos: Odair Varela

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Como é o seu dia-a-dia como jornalista?

Neste momento não sou jornalista a tempo inteiro, mas sim em part time, mas quando era jornalista oem Portugal, meu dia-a-dia era fulgurante. As seis da manhã já estava a ouvir rádio, particularmente a TSF que passa notícias vinte e quatro horas, por dia. As sete horas tinha que estar com vários jornais a frente enquanto tomava o pequeno-almoço, a ler e a ver quais eram as principais notícias do dia e já tinha passado os olhos pela televisão para saber a temperatura do dia. Depois é que o dia começava mesmo, com reunião da redacção e depois era o que Deus quiser.


O que o jornalismo cabo-verdiano tem de bom e de menos bom?

O jornalismo caboverdiano ainda está a nascer, a ganhar experiência, a ganhar em termos democráticos, estatuto e alguma sapiência. Não penso que tenha algo de mau, tem muito ainda para dar. O que pode ser considerado menos positivo é alguma partidarização de uns colegas, que ao fazerem determinadas intervenções, deixam transparecer claramente a sua linha partidária. Por outro lado, alguma dependência que os órgãos, particularmente os privados, têm em relação ao domínio económico.


Segundo o Artigo 5º do Estatuto do Jornalista, só pode ser jornalista, quem possui um diploma. Essa uma condição sine qua non para se ser um bom jornalista?

Não, porque nas nossas experiências, temos encontrado pessoas que não têm formação na área do jornalismo mas que no entanto tem dado uma contribuição extraordinária.


O anterior presidente da Associação dos Jornalistas de Cabo Verde [Paulo Lima] é da opinião de que o mercado da Comunicação Social irá saturar com a nova vaga de jornalistas que se estão a formar. Qual a sua percepção?

Tenho duas percepções: a primeira é que para os bons haverá sempre lugar. E como Cabo Verde é um País em desenvolvimento, vamos precisar em várias áreas de comunicação, de pessoas competentes. Ainda o mercado não está saturado, possivelmente daqui a uns quatro ou cinco anos o mercado poderá ficar saturado, mas ainda ele não está.


Há produto suficiente (notícias, demanda por publicidade, necessidade de assessoria de imagem, etc.) que justifique a criação de empresa própria na área de Comunicação?

Há espaço ainda para muitas empresas de comunicação, seja de imagem, design ou publicidade que estão ainda virgem ou quase virgem. Como costumo dizer faltam pessoas audazes e que acreditam na sua capacidade, que comecem do zero a fazer coisas com garra mas querendo ser bons, não é mais ou menos desenrascar. Quando a pessoa começar, começa a pensar “eu vou ser bom, neste momento ainda não sou bom mas quero ser bom”, ai há espaço para muita gente.


Qual a importância do domínio de novos idiomas na área de Comunicação?

É fundamental, o jornalista que não domine a língua portuguesa, a inglesa ou outra está frito, cada vez mais há línguas que tornam-se mais internacionais. Por exemplo, o mandarim [chinês oficial] começa a invadir o mundo. Temos que aprender com os chineses que aprendem a nossa língua para conseguir vender-nos algo. Dominar uma língua é dominar a mente e o mercado.

Actualmente é professor na Universidade Lusófona de Cabo Verde no curso de Ciências de Comunicação. Que características positivas a realçar dos estudantes? E que áreas acha que deveriam trabalhar mais?

Características positivas: acho que alguns alunos estão muito curiosos, muito combativos e interactivos. Menos positivos: de vez em quando encontramos alguns um bocado preguiçosos e que não dão combate ao professor, não fazem perguntas pertinente e estão sentados na cadeira a ouvir e a deixar o tempo passar. No compto geral o saldo é positivo, porque acho que os alunos são muito combativos e muito participativos.

Falta é aquilo que digo constantemente, que todos nós devemos fazer – e digo todos nós porque eu também sou vosso colega, só que sou menos novo ou mais velho – devíamos ler todos os dias, fazer perguntas e trocar experiências, porque é isso que faz um bom jornalista: leitura e perspicácia.


Aquilo que ensina-se nas Universidades é suficiente para formação de um bom profissional?

Nunca e nem pensar. O que se ensina em qualquer universidade do mundo só ajuda a que se fique licenciado ou autorizado a trabalhar. Quer dizer que um jornalista, em particular, vai-se formando ao longo da sua vida. Nunca um jornalista está completamente formado.


Existe a percepção de que alguns alunos escolheram a vertente Multimédia por questões financeiras. O jornalista realmente ganha menos que o profissional de Multimédia?

Em princípio sim, porque multimédia é uma área que tem muita procura, por isso as pessoas conseguem pôr o preço lá em cima. Estou-me a lembrar dos primeiros informáticos, em particular, aqueles que criavam as bases de dados, tinham uma vantagem, punham o preço que quisessem. Se dissessem que era duzentos contos, era isso porque não havia alternativas para ir procurar outro, é isso o que se passa na multimédia. Como ainda há pouca gente a trabalhar na área, as pessoas podem ganhar mais e podem colocar o preço que quiserem, mas isso só durante algum tempo.


Que recomendações aos jovens formandos em Comunicação Social?

Que acreditem que são capazes de serem cada dia muito melhores. Quero dizer, cada dia temos a oportunidade de ser muito melhores do que éramos ontem. Cada dia temos a oportunidade de aprender, nem que seja uma palavra ou uma ideia nova. Se isso acontecer, todos os dias tornaremos excelentes jornalistas e estaremos a cumprir com o nosso trabalho, que é informar e bem as pessoas.


O seu livro Geografia do Prazer foi apresentado em maio do ano anterior na ULCV. Fala-nos um pouco desta veia poética.

Não sei se tenho veia poética, acho que o meu livro de “sonho”, de poesia, vai ser o próximo, que se chama Tambor e vai sair dia 5 de março.

Falando de Pela Geografia do Prazer, para mim a vida é um eterno prazer, e aí falo muitas vezes de Freud. O livro é um bocado enigmático, falo de Freud porque desde o momento que começamos a sentir o mamilo da nossa mãe na boca, começamos a apaixonar-nos pela boca.

Se você analisar uma criança a mamar, vê como ela olha para a mãe e para o filho, começam a ficar apaixonados por causa daquela ligação, é o primeiro prazer. Depois há o prazer pelo cheiro, ao comer, aprender coisas todos os dias é um prazer, vivemos num mundo de imenso prazer e não nos damos conta disto.

E são as minhas vivências de solidão, devaneios, loucuras e experimentações que me fizeram escrever Pela Geografia o Prazer. Porque pela geografia, você tem várias coisas: é eu gostar de conhecer todas as ilhas de Cabo Verde é geografia, é eu gostar de conhecer milimetricamente o corpo de uma mulher é geografia. Porque nós somos seres sensoriais, são prazeres que vamos experimentando ao longo da vida.


Fonte: www.nhaterra.com.cv

terça-feira, abril 27, 2010

Alunos do 2º ano de Ciências da Comunicação desenvolvem projecto “O Retrato Social da ULCV”


A professora Lenilda Duarte, licenciada em Ciências da Comunicação e docente da disciplina Técnicas de Pesquisa e Análise de Informações na Universidade Lusófona desenvolveu um trabalho de análise estatístico apelidado “O Retrato Social da ULCV” em parceria com os alunos do 2º ano de Ciências da Comunicação da ULCV e ela concedeu uma entrevista ao blogue para falar desta actividade.

Porquê elaboração deste trabalho estatístico?

Bom este projecto está relacionado com a disciplina Técnicas de Pesquisa e Análise de Informações sendo um trabalho estatístico, não existe a melhor forma senão tratar de dados que são concretos porque até podíamos inventar dados fictícios mas o que eu acho que era importante trabalhar com dados reais da ULCV e achamos que este projecto trará mais-valia para a Universidade Lusófona.

Quais são os objectivos traçados para realização do projecto?

Em primeiro lugar queremos conhecer os alunos desta instituição como também aspectos como a idade, sexo, a relação entre a profissão exercida e vida social de todos os alunos que estão matriculados na Universidade. Em relação as questões administrativas queremos fazer um trabalho de compilação dos dados existentes conhecer o número de docentes e funcionários porque o nosso objectivo será construir algo mais concreto.

Qual o enquadramento justificativo deste projecto?

Ele está enquadrado dentro do programa da disciplina Técnicas de Pesquisa e Análise de Informações e é obvio que é possível desenvolver todos os pontos do programa dentro do projecto e como algumas necessidades que ULCV tem, como é o caso, de uma base de dados de todos os alunos, um retrato da Lusófona enquanto instituição, uma Universidade constituído por alunos.

Quando será executado o projecto?

Já está em execução pois começamos com a parte do planeamento, primeiramente com os alunos do 2º ano Ciências da Comunicação para vermos a disponibilidade de todos ou seja para que todos participem neste projecto, também conversei com a administração da ULCV que nos irá apoiar neste projecto.

Existe uma descrição das actividades planeadas?

Sim. Vamos compilar os dados do inquérito feito aos alunos de algumas escolas secundárias que visitaram a universidade na semana anterior. A partir desta semana iniciaremos o inquérito interno, isto é, aos alunos da ULCV, inserido dentro da segunda fase do projecto.
Na terceira fase contaremos com a participação dos docentes, pois iremos fazer um retrato de pessoas que estão ligadas a universidade e depois um inquérito aos serviços administrativos da Universidade Lusófona.
Depois desta fase do inquérito iremos compilar todos os dados adquiridos que serão feitos durante as aulas práticas desta disciplina pelos discentes com utilização de programas como o EXCELL, ACESS E SPSS e a análise e interpretação dos dados será uma actividade desenvolvida após o término do ano lectivo, mas é algo que leva pouco tempo.

Quais são os beneficiários deste projecto estatístico?

No meu ponto de vista os beneficiários directos serão os próprios alunos pelo trabalho que irá ser desenvolvido, em segundo lugar a ULCV porque a partir do projecto passarão a contar como uma base dados com informações dos alunos e própria sociedade irá beneficiar indirectamente deste projecto porque passarão a ter uma nova perspectiva sobre a Universidade Lusófona e poderá utilizar este trabalho para concessão de outros estudos.

Que resultados esperam alcançar no final do trabalho estatístico?

A minha perspectiva primeiramente e que este alunos inseridos neste projecto possam compreender os programas acima referidos (EXCELL, ACESS E SPSS), um segundo ponto será melhorar a imagem da Universidade conhecendo os problemas existentes.

Par finalizar a nossa entrevista queria perguntar se existem apoios de instituições exteriores?

Não, porque a medidas que elaboramos o projecto vimos que não precisaríamos de apoios para sua dimensão existente, até agora, de modo que não temos parcerias exteriores. Caso venha a ganhar uma dimensão maior, ai si,m precisaremos de apoios como o caso do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Ministério do Ensino Superior.


Stevenn Silva (aluno 2º ano Ciências da Comunicação)

quarta-feira, março 31, 2010

Técnicas de Pesquisa e Análise de Informação - Programa








Apresentação da Disciplina


1. Técnicas de Pesquisa e Análise de Informações

2. Pesquisa Bibliográfica, Digital, Entrevista

3. Estatística, princípios e conceitos

4. Software voltado à Estatística e Análise da Dados: Excel, Access, SPSS e Word



Programa da Disciplina

- O Processo de Análise e Pesquisa Cerebral
- Técnicas de Pesquisa Bibliográfica e Digital
- Estatística Descritiva e Aritmética Fundamental
- Excel
- Access
- SPSS
- Relatórios em Word


Organização das Sessões

- Divisão da Turma em 2 grupos de 13 e 14 alunos
- Aulas Teóricas, participação da turma inteira, sala de aulas
- Aulas Práticas, 1º grupo – 1ªhora e 2º grupo – 2ª hora
- Permitido o uso de portáteis pessoais


Sessões

Total = 15 sessões de 2h cada

Teóricas: 9, 22, 29 Março
5,12, 19 (Teste) e 26 Abril
17 Maio
7 e 21 Junho

Práticas: 6
3,10, 24 e 21 Maio
14 e 28 Junho


Método de Avaliação

- Teste Escrito (Estatística) – 50% da nota: dia19 Abril
- Trabalhos nas Aulas Práticas: 50% da nota final

Cada trabalho – 5 a 10% nota de acordo com o exercício (1 ou 2 valores) são gravados ao fim de cada sessão numa pasta do aluno ou enviados por mail para lenildaduarte@sapo.cv



Bibliografia

COX, Joyce; DUDLEY, Nathan; AUNE, Liz -
Manual Prático de Microsoft Access, Lisboa: Texto Editora, 1999

FRADA, João José Cúcio – Guia Prático para Elaboração e Apresentação de Trabalhos Científicos, Lisboa, Edições Cosmos, 1995

PEREIRA, Alexandre - SPSS Guia Prático de Utilização, 7ªEd., Lisboa: Edições Sílabo, 2008

ROSENTAL, Claude; FRÉMONYIER-MURPHY, Camille – Introdução aos Métodos Quantitativos em Ciências Sociais e Humanas, Lisboa: Piaget, 2002

SOUSA, Sérgio; SOUSA, Maria José – Microsoft Office XP, Lisboa: FCA, 1999




Mais Informações

http://sites.google.com/site/tpailduarte/

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Programa da Disciplina "Teoria da Imagem e Representação"



Programa da Teoria da Imagem e Representação


Objectivos

a) Estudar o conceito da noção de imagem nas suas diversas perspectivas;
b) Relacionar as transformações teóricas, práticas e tecnológicas no campo da imagem;
c) Identificar problemáticas contemporâneas relacionadas com a imagem;
d) Fomentar capacidades críticas na análise da sociedade contemporânea.


Conteúdo

1. Imagem, Ideia e Objecto

- Imagem e metafísica
- Mudanças no regime de visibilidade
- Representação, Política e Imagem
- Simulacro e Espectáculo

2. Imagem e linguagem

- Sociedade de controlo e poder da imagem
- Estudos Culturais e imagem

3. Globalização, Imagem e Identidade

Referências Bibliográficas

BARTHES, Roland. A Câmara Clara. Lisboa: Ed. 70.

BAUDRILLARD, Jean. Simulacres et simulation. Paris: Galilée, 1981.

BENJAMIN, Walter. "A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica", in Sobre arte, técnica, linguagem e política. Lisboa: Relógio d’Água, 1992.

CRARY, Jonathan. Techniques of the observer. On vision and modernity in the Nineteenth Century. Cambridge, Mass., MIT Press: 1990.

MORAES. Dênis de (org.). Sociedade Midiatizada. Rio de Janeiro: Mauad X, 2006.

PLATÃO. Alegoria da Caverna (Livro VII de A República). Lisboa: Esquilo, 2002.


Método de ensino

- Exposição oral para exploração teórica
- Análise de textos
- Seminários em aula


Método de avaliação

- Prova presencial escrita (50% da nota final)
- Trabalho baseado na análise crítica de um tema das aulas (40% da nota Final)
- Assiduidade e participação dos alunos (10%)


Professor: João Almeida Medina

sexta-feira, março 26, 2010

Programa Mobilidade Lusófona 2010/20011




Para visualizar melhor o cartaz, clique sobre a imagem

Aprender a Experimentar na ULCV




A Administração da Universidade Lusófona de Cabo Verde – Baltasar Lopes da Silva, tem a honra de convidar a Comunidade Académica a participar na I Semana Aberta da ULCV.

A Universidade Lusófona de Cabo Verde – Baltasar Lopes da Silva integra o maior Grupo privado de ensino universitário e tecnológico a operar na comunidade de países lusófonos, assumindo claramente um projecto de irradiação de saber e de partilha do conhecimento em prol da lusofonia. Fruto desse esforço, hoje, mais de 45.000 alunos frequentam actualmente as cerca de 30 instituições de ensino que extravasam as fronteiras de Portugal e vem inspirando iniciativas de ensino multidisciplinares e multiculturais no Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique.

A Universidade Lusófona de Cabo Verde – Baltazar Lopes da Silva, vai realizar, de 19 a 23 de Abril, a I Semana Aberta da ULCV. A iniciativa consiste numa mostra da oferta formativa, com informações sobre o acesso ao Ensino Superior 2010/2011, assim como das actividades de Investigação e Apoio à Comunidade. Durante os cinco dias, os visitantes terão acesso a vários colóquios, dedicados a temas de natureza científica, cultural e cívica. Mas as actividades da I Semana Aberta da ULCV não vão ficar por aqui! Os visitantes terão ainda à sua disposição variadíssimo material informativo e promocional do Grupo Lusófona.

Embora dedicada a toda a comunidade, a Semana Aberta da ULCV destina-se sobretudo aos estudantes do 10º, 11º, 12º ano de escolaridade e dos Cursos de Especialização Tecnológica (CET).

quinta-feira, março 18, 2010

História dos Media em Cabo Verde



A história da Imprensa em Cabo Verde começou em 1842, com a publicação do primeiro Boletim Oficial do Governo Geral de Cabo Verde. O seu primeiro número saiu na ilha da Boa Vista, onde funcionava a sede do Governo. O Boletim, além dos assuntos oficiais, continha a chamada “parte não oficial”, que funcionava como um autêntico jornal - incluía noticiários resumidos de diversas publicações nacionais e estrangeiras, e produções literárias de autores cabo-verdianos ou residentes em Cabo Verde.


A história diz-nos que, 30 anos depois do suposto início, surgiu o primeiro jornal não oficial – O Independente – na cidade da Praia (ilha de São Tiago). Este jornal marca a entrada na 1ª fase da actividade jornalística em Cabo Verde, que se estende até 1890, data em que foi promulgado um Decreto que estabeleceu restrições à imprensa periódica. Os jornais publicados na 1ª fase foram: O Independente, Correio de Cabo Verde, Echo de Cabo Verde, A Imprensa, A Justiça, O Protesto, O Povo Praiense, O Praiense e Praia (quase todos de carácter político e noticioso).


Durante a 2ª fase, iniciada em 1889, foram publicados 4 jornais na cidade do Mindelo (ilha de S. Vicente): Revista de Cabo Verde (acolhida com muita simpatia pelos leitores), Liberdade (que não chegou a gozar de grande simpatia), A Opinião (jornal recebido com grande entusiasmo) e O Espectro (que pretendeu ser a sombra das vítimas da fome de 1903). Ainda nesta 2ª fase, foi publicado na Praia um número único, especial, do Jornal Cabo Verde, destinado a assinalar a passagem do príncipe real D. Luiz Filipe por Cabo Verde, em 1907.


A 3ª fase tem início com a Proclamação da República em Portugal, em 1910, e termina com a abolição da ditadura do Estado Novo, no dia 25 de Abril de 1974. Foi um período conturbado, mas fecundo, durante o qual foram publicados cerca de vinte jornais, assim como folhas manuscritas, da iniciativa de jovens estudantes do Seminário-Liceu de São Nicolau e do Colégio Municipal de São Vicente.

Na ilha de São Nicolau, os alunos internos do Seminário publicaram O Recreio, um jornal conservador. Já os alunos externos publicaram a Fénix Renascida, de cariz político, entre 1811 e 1913. Na Ilha de São Vicente, os finalistas do Colégio Municipal publicaram O Mindelense. A euforia provocada pela mudança de regime político era tal que, no ano de 1913, circulavam simultaneamente A Voz de Cabo Verde (jornal anticlerical e defensor da liberdade de imprensa), O Independente, O Futuro de Cabo Verde, O Progresso, A Tribuna e O Mindelense.

Outros jornais que se distinguiram nesta época foram: O Popular e Cabo Verde, (publicados no Mindelo nos anos de 1914 e 1920, respectivamente); O Caboverdiano, A Acção, A Seiva, e A Verdade (publicados na Praia, de 1918 a 1922); A Despesa, (publicado em 1913), O Manduco (publicado no Fogo a partir de 1923), O Notícias de Cabo Verde (fundado em 1931), O Eco de Cabo Verde e O Ressurgimento.


Em 1936, os consagrados escritores Baltazar Lopes da Silva e Jorge Barbosa iniciaram a publicação da revista neo-realista Claridade, que marcou o movimento neo-realista em todo o território português (à excepção do Brasil). No entanto, só a partir de 1950 é que a imprensa cabo-verdiana começou a ganhar expressão, sempre ligada à literatura. De 1940 a 1961, surgiram várias publicações em Cabo Verde, no seguimento dos movimentos liberais africanos. Muitos jornais foram extintos devido, principalmente, a problemas financeiros.


A 4ª fase corresponde ao período que se segue à queda da ditadura portuguesa e a subsequente independência de Cabo Verde, conquistada a 5 de Julho de 1975. Com a Independência, surge o jornal público Voz di Povo (extinto na década de 90, para ser substituído pelo Novo Jornal de Cabo Verde e, mais tarde, pelo actual Horizonte) e o Terra Nova, ligado à Igreja Católica. Nesta fase, distinguiram-se também as revistas Raízes e Ponto & Vírgula. Mais tarde, apareceram outros jornais privados que ainda hoje se podem encontrar nas bancas, como por exemplo A Semana e Expresso da Ilhas. O Estado assegura o jornal Horizonte e a agência de notícias Inforpress.


A televisão pública surgiu em 1984. No início, funcionou como TVEC (Televisão Experimental de Cabo Verde), depois passou a chamar-se TNCV (Televisão Nacional de Cabo Verde). Mais tarde, com a fusão com a rádio, passou a haver uma única empresa de radio-televisão: a RTC (Rádio e Televisão de Cabo Verde). Actualmente continuam a funcionar como uma única empresa, mas distinguem-se como TCV (Televisão de Cabo Verde) e RCV (Rádio de Cabo Verde). Na área da televisão, o cenário foi alterado em 1997, com o aparecimento da RTP-África, que veio juntar-se à CFI (actualmente, TV5Afrique). Assim, os cabo-verdianos, que só tinham acesso a 8 horas de emissão por dia, passaram a dispor de 24 horas diárias de Televisão em Língua Portuguesa. Já em 2006, o Governo disponibilizou um serviço de TV Cabo, que permite ter acesso a televisão, telefone e Internet.


A rádio nacional teve uma evolução semelhante à da televisão. No início chamou-se RNCV (Rádio Nacional de Cabo Verde). Com a fusão, passou a RTC, distinguindo-se actualmente como RCV. Actualmente, há 8 emissoras de rádio: a RCV (estatal), uma Rádio Comercial (projecto privado), a Rádio Comunitária Voz de Ponta d’Água (ligada a uma organização não-governamental: a Citi-Habitat), a Praia-FM (feita, basicamente, em crioulo), a Crioula-FM (ligada à Igreja Universal do Reino de Deus), a Rádio Nova (ligada à Igreja Católica), Mosteiros-FM (projecto privado) e a Rádio Educativa (dedica-se ao ensino à distância, e é propriedade do Ministério da Educação).


O panorama dos media em Cabo Verde conheceu uma nova dinâmica com o aparecimento de rádios privadas. A maior diversidade de estações radiofónicas, a interactividade, a dinâmica e o espírito jovem são factores que caracterizam essas rádios, que já conquistaram a maior parte da audiência. Ao mesmo tempo, a informação jornalística passou a ser maior e mais acessível, com as versões on-line de jornais impressos. Neste ambiente da Internet, e no sentido de informação a um nível mais abrangente (institucional), Cabo Verde é um dos países dos PALOP que mais evoluiu. Atualmente, a maior parte das instituições públicas e privadas dispõe de uma página on-line.

Meu voto de coragem




Chegámos há muito tempo a um nível em que tudo vai depender de nós, embora alguma dúvida (que não deveria existir) paira no ar. Há muita capacidade escondida e por muitas razões muitos de nós não nos sentimos capazes de as exteriorizar.


Estamos a fazer a licenciatura num dos mais interessantes cursos que se tem memória. Um curso que carrega uma grande responsabilidade no seio de qualquer universidade, pelo que não nos devemos cingir apenas ao que aprendemos na sala de aulas. Aliás, na sala de aulas da universidade, o que temos são lições de vida, troca de experiências e orientações para investigarmos sobre os diferentes temas que nos são propostos ou que são inerentes ao programa de cada disciplina. Este é o verdadeiro sentido de estarmos a estudar ao nível em que nos encontramos.

O professor não tem obrigação nenhuma de dar apontamentos detalhados sobre as matérias. Outrossim, terá que fornecer o mais cedo possível o programa da disciplina que lecciona, a bibliografia e todo o material de apoio possível para que o estudante não fique “viajando na mayonaise”. Além disso, é viável que o professor marque sempre com os seus alunos sessões de esclarecimento e acompanhe a evolução dos trabalhos académicos.

A nós, mais do que estudar, temos o dever de promover actividades académicas que constituirão, sem dúvida alguma, uma mais valia na nossa formação como futuros profissionais. Afinal, o saber não ocupa lugar. Assim, não será demais promovermos ou propormos à direcção e à reitoria da ULCV workshops e palestras sobre os mais variados temas. Não fiquemos pensando que é a universidade que ganha sempre. Quem mais ganha com isso somos nós. A nossa formação não se faz em apenas quatro anos e nem dentro da sala de aula. O mundo da comunicação é ilimitado e, para fazermos parte dele, não precisamos de convite.

Avanço, no entanto, algumas dicas que penso serem vitais para evoluirmos mais na nossa formação:

- ter faro e senso de oportunidade;
- ler muito;
- escrever muito (parafraseando Arménio Vieira, só escreve quem lê);
- aprender línguas;
- falar sem qualquer receio;
- consultar vários sítios temáticos na internet;
- ir ao teatro, ouvir boa música e ver bons filmes;
- diversificar o conhecimento sobre o cinema do mundo (não ficar colado apenas à produção hollywoodiana);
- ver televisão e ouvir rádio com sentido crítico;
- ir a todo o tipo de palestra possível;
- estudar de forma séria e profunda as técnicas de apresentação e de falar em público, tendo em conta elementos como a postura, a expressão corporal, a voz ou a dicção;
- conversar com todo o tipo de pessoas com idades, raças, credos, profissões ou cores politicas diversificadas;
- aprender mais sobre geografia, cultura, arte e tecnologia;
- ser humilde;
- ser honesto (sobretudo consigo mesmo);
- respeitar o próximo;
- respeitar a opinião dos outros, por mais estranhas que sejam;
- não perder o sorriso e nem a calma;
- saber criticar e aceitar criticas;
- aprender mais sobre etiqueta;
- fazer amigos todos os dias;
- ampliar sua lista de contactos (principalmente os influentes);
- ter em conta que os seus direitos acabam onde começa os dos outros.

Enfim, uma série de coisas que traduzem a máxima de que enquanto se respira aprende-se.

Caros colegas, esse é o meu primeiro contributo para que nos encorajemos e sintamos cada vez mais que estamos numa universidade, que somos o futuro do país, e que o nosso futuro depende unicamente de nós. Por mais voltas que demos, por mais que necessitemos de bons professores, necessitaremos ainda mais de nós próprios.

neulopes

segunda-feira, março 08, 2010

Manual de Reportagem

quinta-feira, março 04, 2010

13

While you point your finger someone is judging you (Bob Marley)

A interacção entre os actores que compõe uma sala de aula (Professor/Aluno) é um momento de troca de experiência, momento esse tornado possível pela presença desses elementos. Quando, por exemplo, o Professor é uma presença ausente (figura de estilo), é-lhe difícil essa troca de experiência que irá possibilitar a avaliação do Aluno.

Esta presença reflecte, dá referências; ao Professor dá-se a oportunidade de transmitir valores e saberes, ao Aluno a possibilidade de provar, a si próprio primeiro, e depois aos Outros a apreensão desses valores e saberes. O facto de ter sido negado ao Aluno, de forma contínua, a possibilidade de provar aos Outros essa apreensão, não significa, a priori, que ele não os tenha adquirido.

É necessário ao Professor avaliar o Aluno; mas como avaliar sem terem tido uma comunicação que só a socialização é capaz de garantir? Como quantificar esta avaliação quando não se reproduz nem se recria conhecimento para que o Aluno possa provar, a si próprio e depois aos Outros, a apreensão de valores e saberes? Nestas circunstâncias, a tarefa de avaliar pode tender a dois pólos diametralmente opostos: complexa ou simplista. Um Professor competente e dedicado terá certamente uma tarefa árdua; um preguiçoso terá um trabalho fácil.

Sejamos preguiçosos em tudo, excepto em amar e em beber, excepto em sermos preguiçosos. (Paul Lafarque. O Direito à Preguiça)

A socialização da sala de aula também pode gerar aspectos negativos. A interacção entre os actores pode originar desequilíbrios e/ou constrangimentos que, dependendo do indivíduo, podem ficar interiorizados durante o processo de socialização, podendo ser transpostos de trimestres ou disciplinas anteriores, fazendo com que a avaliação do Professor reflicta mais as suas intenções pessoais ou mesmo frustrações próprias do que exactamente a capacidade do Aluno em relação ao valores e saberes.

A noção do Professor com “a faca e o queijo na mão” é primitiva e, no nível universitário, onde as críticas supostamente são mais fundamentadas é necessário uma certa coerência ao cortar-se o “queijo”, pois que a ostentação do título por parte de certos Professores muitas vezes não reflecte em actos e obras o rótulo com que se querem ver colados.

O grau de doutor comprova a realização de uma contribuição inovadora e original para o progresso do conhecimento, um alto nível cultural numa determinada área do conhecimento e a aptidão para realizar trabalho científico independente. (Artigo 37º da Lei de Bases do Sistema Educativo - Lei n.º 103/III/90 de 29 de Dezembro)

Muito mais do que o alarde sobre a sua intitulação, espera-se que, para além de reproduzir saberes, possa gerar novos conhecimentos, os quais poderão ser alvos de discussão com os seus Alunos e assim ter mais e melhores elementos de avaliação.

Ao Aluno poderia dar-se-lhe a possibilidade de avaliar o Professor (metodologia, bibliografia, programa, etc.). Mas neste caso poderíamos incorrer no mesmo erro: falta de elementos de avaliação por sistemática ausência de um dos actores que compõe uma sala de aula. O que não impede que o Aluno, fazendo uso do mesmo peso e mesma medida, transponha a anterior apreciação e faça a sua avaliação:

Pesado foste na balança e foste achado em falta. (Daniel 5:27)

daivarela