Os bons terão sempre lugar no jornalismo

Antigo director da Televisão de Cabo Verde, Daniel Medina é Professor Doutor da Universidade Lusófona de Cabo Verde (ULCV), no curso de Ciências da Comunicação. Jornalista, cronista de rádio e jornal, comentador da televisão, Medina é um comunicador nato. Nha Terra Online foi conhecer o autor de Pela Geografia do Prazer que se prepara para lançar novo livro no mercado e saber a sua opinião sobre o jornalismo caboverdiano, a sua vida de docente, entre outras questões.

Banalização da Profissão de Jornalismo em Cabo Verde

Em vários artigos nossos publicados em Cabo Verde temos vindo a alertar o Governo e aos cidadãos, pela degradação galopante do nosso “jornalismo”. Colocamos aqui a palavra jornalismo entre aspas, porque em nosso entender não existe o jornalismo cabo-verdiano.

Diversidade de Cursos na Comunicação

Uma das causas apontadas para menos vestibulandos interessados em Jornalismo é o número de opções relacionadas à comunicação. Muitos com vocação para cinema e fotografia, por exemplo, acabavam no curso por falta de opção. Existem alguns cursos de graduação e de tecnologia que podem estar por trás do fenômeno.

Como fazer um Resumo

O resumo é uma forma de reunir e apresentar por escrito, de maneira concisa, coerente e frequentemente selectiva, as informações básicas de um texto pré-existente. É a condensação de um texto, pondo-se em destaque os elementos de maior interesse e importância.

Bibliotecas Virtuais

grande referência na área de bibliotecas virtuais, com os sites mais importantes para informação e comunicação sobre ciência e tecnologia

Mostrar mensagens com a etiqueta Língua Portuguesa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Língua Portuguesa. Mostrar todas as mensagens

domingo, setembro 20, 2009

Jô Soares (Aula de Ortografia)

Erros no falar o português

segunda-feira, março 02, 2009

Nova ortografia da língua portuguesa ainda desperta polémica




A reforma ortográfica ainda causa polémica entre os países de língua portuguesa. As novas regras entraram em vigor no Brasil no começo do ano, antes que qualquer outro país lusófono. Em Portugal ainda não foi traçado um cronograma para a sua aplicação. Cabo Verde e São Tomé e Príncipe prometem avançar para um período de transição ainda no primeiro semestre deste ano.


A rede BBC revela que em Portugal um manifesto digital “em defesa da língua portuguesa, contra o acordo ortográfico" já reuniu quase 100 mil assinaturas e foi tema de uma audiência com o presidente Cavaco Silva. Os portugueses aguardam para saber quando a reforma deverá ser aplicada no mercado editorial e não há previsão do momento em que ela será aplicada nas salas de aula.

No Brasil, o Ministério da Cultura demonstra preocupação. O governo espera que São Tomé e Príncipe e Cabo Verde publiquem, junto com Portugal, as novas normas em Boletim Oficial para formarem a comissão que vai estruturar o vocabulário ortográfico comum. Os demais membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Moçambique, Guiné-Bissau, Angola e Timor-Leste) ainda não ratificaram o texto.

Para muitos pesquisadores, o governo brasileiro agiu de forma precipitada. De acordo com o linguista João Malaca Casteleiro, que coordenou o acordo por parte de Portugal, o ideal seria que todos os países tivessem implementado as mudanças ao mesmo tempo, uma vez que a proposta é unificar a língua.

O deputado do parlamento europeu que dirige o movimento contra o acordo ortográfico, Vasco Graça Moura, acredita que o Brasil foi o primeiro a pôr em prática o acordo porque para eles a reforma é mais fácil. "O acordo para o Brasil não implica grandes alterações e também não terá grandes problemas", destaca.

O presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, Rui Beja, também pondera sobre as alterações."Temos que aguardar para ver o que será feito. Na África, os grandes países de língua portuguesa (Angola e Moçambique) não ratificaram o acordo e eles seguem a norma do português europeu".



Rafael Barbosa

Fonte: BBC Brasil

domingo, fevereiro 01, 2009

Dúvidas da Língua Portuguesa 1




TER HAVIDO - é impessoal

"A fiscalização notou ter (terem) havido irregularidades na construção do prédio X.
Qual é a forma correcta?"

O verbo haver com o significado de "existir", ou em expressões de tempo, apenas se conjuga na terceira pessoa do singular. Nestes casos, é considerado um verbo impessoal.

Ex.: " muitas pessoas interessantes"
"Havia já alguns anos que tinha partido"

Deste modo, a "forma correcta" é "ter havido".
A respeito do uso do verbo haver (incorrecto uso, diga-se!), António Manuel Pires Cabral no depoimento "Morrer, mas devagar", incluído na obra Estão a Assassinar o Português!, conta-nos um curioso episódio:

"Numa daquelas longas reuniões de conselho de turma, na escola do Porto, onde fiz, já lá vão uns anos, o meu estágio pedagógico, desabafou certa vez uma mestra de Grafias, a justificar os sete e oitos que ferviam na sua coluna de pauta:
«- Haviam alunos que nem escrever o nome sabiam!
Ao que replicou o Dr. Proença, o excelente Dr. Proença, veterano professor de Português, beirão pequeno mas rijo, grande contador de histórias e conversador com professores novatos:
«- Haviam e ainda hão!
Ignoro se a mestra de Grafias percebeu a ironia do remoque."


Fonte: Edite Estrela in: Dúvidas do Falar Português II