Os bons terão sempre lugar no jornalismo

Antigo director da Televisão de Cabo Verde, Daniel Medina é Professor Doutor da Universidade Lusófona de Cabo Verde (ULCV), no curso de Ciências da Comunicação. Jornalista, cronista de rádio e jornal, comentador da televisão, Medina é um comunicador nato. Nha Terra Online foi conhecer o autor de Pela Geografia do Prazer que se prepara para lançar novo livro no mercado e saber a sua opinião sobre o jornalismo caboverdiano, a sua vida de docente, entre outras questões.

Banalização da Profissão de Jornalismo em Cabo Verde

Em vários artigos nossos publicados em Cabo Verde temos vindo a alertar o Governo e aos cidadãos, pela degradação galopante do nosso “jornalismo”. Colocamos aqui a palavra jornalismo entre aspas, porque em nosso entender não existe o jornalismo cabo-verdiano.

Diversidade de Cursos na Comunicação

Uma das causas apontadas para menos vestibulandos interessados em Jornalismo é o número de opções relacionadas à comunicação. Muitos com vocação para cinema e fotografia, por exemplo, acabavam no curso por falta de opção. Existem alguns cursos de graduação e de tecnologia que podem estar por trás do fenômeno.

Como fazer um Resumo

O resumo é uma forma de reunir e apresentar por escrito, de maneira concisa, coerente e frequentemente selectiva, as informações básicas de um texto pré-existente. É a condensação de um texto, pondo-se em destaque os elementos de maior interesse e importância.

Bibliotecas Virtuais

grande referência na área de bibliotecas virtuais, com os sites mais importantes para informação e comunicação sobre ciência e tecnologia

terça-feira, maio 04, 2010

Pedro Bicudo fala de Violência e Jornalismo na Praia e Mindelo


A Associação dos Jornalistas de Cabo Verde, AJOC, realizou, ontem à noite na Casa de Imprensa, uma conferência subordinada ao tema "Violência e Jornalismo". O evento que decorreu no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado 03 de Maio teve como conferencista, o jornalista português da RTP, Pedro Bicudo.

O conferencista disse tema da violência exige muito rigor na sua abordagem jornalística. "Primeiro de tudo tentar perceber o que é violência, como um fenómeno recente das nossas sociedades, ao mesmo tempo a extrema ligação que existe entre todo o processo de criação noticiosa e a própria natureza da violência há quase uma convergência" disse Pedro Bicudo.

O jornalista adiantou, também, que "o crescer" da violência dentro da informação exige que o jornalista se especialize, como acontece noutras áreas como a economia, politica e desporto. "A violência é uma área que precisa ser tratada com muito rigor, muito critério e sobretudo com muita ética" afirmou Bicudo para acrescentar que dentro do poder judicial há uma grande necessidade de especialização.

Para esta terça-feira, 04, a AJOC promove duas conferências sobre "informação em televisão regional", na Uni Piaget a ser proferida por Pedro Bicudo e "importância do sindicalismo no exercício da profissão do jornalista - experiência brasileira" pelo sindicalista brasileiro Alcimir Carmo, director regional em Bauru do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

As mesmas conferências realizadas na cidade da Praia vão acontecer em Mindelo, na quarta-feira, 05, na Universidade Lusófona.

Fonte: Jornal Expresso das Ilhas

quarta-feira, abril 28, 2010

Os bons terão sempre lugar no jornalismo, defende Daniel Medina





Antigo director da Televisão de Cabo Verde, Daniel Medina é Professor Doutor da Universidade Lusófona de Cabo Verde (ULCV), no curso de Ciências da Comunicação. Jornalista, cronista de rádio e jornal, comentador da televisão, Medina é um comunicador nato. Nha Terra Online foi conhecer o autor de Pela Geografia do Prazer que se prepara para lançar novo livro no mercado e saber a sua opinião sobre o jornalismo caboverdiano, a sua vida de docente, entre outras questões.

Fotos: Odair Varela

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Como é o seu dia-a-dia como jornalista?

Neste momento não sou jornalista a tempo inteiro, mas sim em part time, mas quando era jornalista oem Portugal, meu dia-a-dia era fulgurante. As seis da manhã já estava a ouvir rádio, particularmente a TSF que passa notícias vinte e quatro horas, por dia. As sete horas tinha que estar com vários jornais a frente enquanto tomava o pequeno-almoço, a ler e a ver quais eram as principais notícias do dia e já tinha passado os olhos pela televisão para saber a temperatura do dia. Depois é que o dia começava mesmo, com reunião da redacção e depois era o que Deus quiser.


O que o jornalismo cabo-verdiano tem de bom e de menos bom?

O jornalismo caboverdiano ainda está a nascer, a ganhar experiência, a ganhar em termos democráticos, estatuto e alguma sapiência. Não penso que tenha algo de mau, tem muito ainda para dar. O que pode ser considerado menos positivo é alguma partidarização de uns colegas, que ao fazerem determinadas intervenções, deixam transparecer claramente a sua linha partidária. Por outro lado, alguma dependência que os órgãos, particularmente os privados, têm em relação ao domínio económico.


Segundo o Artigo 5º do Estatuto do Jornalista, só pode ser jornalista, quem possui um diploma. Essa uma condição sine qua non para se ser um bom jornalista?

Não, porque nas nossas experiências, temos encontrado pessoas que não têm formação na área do jornalismo mas que no entanto tem dado uma contribuição extraordinária.


O anterior presidente da Associação dos Jornalistas de Cabo Verde [Paulo Lima] é da opinião de que o mercado da Comunicação Social irá saturar com a nova vaga de jornalistas que se estão a formar. Qual a sua percepção?

Tenho duas percepções: a primeira é que para os bons haverá sempre lugar. E como Cabo Verde é um País em desenvolvimento, vamos precisar em várias áreas de comunicação, de pessoas competentes. Ainda o mercado não está saturado, possivelmente daqui a uns quatro ou cinco anos o mercado poderá ficar saturado, mas ainda ele não está.


Há produto suficiente (notícias, demanda por publicidade, necessidade de assessoria de imagem, etc.) que justifique a criação de empresa própria na área de Comunicação?

Há espaço ainda para muitas empresas de comunicação, seja de imagem, design ou publicidade que estão ainda virgem ou quase virgem. Como costumo dizer faltam pessoas audazes e que acreditam na sua capacidade, que comecem do zero a fazer coisas com garra mas querendo ser bons, não é mais ou menos desenrascar. Quando a pessoa começar, começa a pensar “eu vou ser bom, neste momento ainda não sou bom mas quero ser bom”, ai há espaço para muita gente.


Qual a importância do domínio de novos idiomas na área de Comunicação?

É fundamental, o jornalista que não domine a língua portuguesa, a inglesa ou outra está frito, cada vez mais há línguas que tornam-se mais internacionais. Por exemplo, o mandarim [chinês oficial] começa a invadir o mundo. Temos que aprender com os chineses que aprendem a nossa língua para conseguir vender-nos algo. Dominar uma língua é dominar a mente e o mercado.

Actualmente é professor na Universidade Lusófona de Cabo Verde no curso de Ciências de Comunicação. Que características positivas a realçar dos estudantes? E que áreas acha que deveriam trabalhar mais?

Características positivas: acho que alguns alunos estão muito curiosos, muito combativos e interactivos. Menos positivos: de vez em quando encontramos alguns um bocado preguiçosos e que não dão combate ao professor, não fazem perguntas pertinente e estão sentados na cadeira a ouvir e a deixar o tempo passar. No compto geral o saldo é positivo, porque acho que os alunos são muito combativos e muito participativos.

Falta é aquilo que digo constantemente, que todos nós devemos fazer – e digo todos nós porque eu também sou vosso colega, só que sou menos novo ou mais velho – devíamos ler todos os dias, fazer perguntas e trocar experiências, porque é isso que faz um bom jornalista: leitura e perspicácia.


Aquilo que ensina-se nas Universidades é suficiente para formação de um bom profissional?

Nunca e nem pensar. O que se ensina em qualquer universidade do mundo só ajuda a que se fique licenciado ou autorizado a trabalhar. Quer dizer que um jornalista, em particular, vai-se formando ao longo da sua vida. Nunca um jornalista está completamente formado.


Existe a percepção de que alguns alunos escolheram a vertente Multimédia por questões financeiras. O jornalista realmente ganha menos que o profissional de Multimédia?

Em princípio sim, porque multimédia é uma área que tem muita procura, por isso as pessoas conseguem pôr o preço lá em cima. Estou-me a lembrar dos primeiros informáticos, em particular, aqueles que criavam as bases de dados, tinham uma vantagem, punham o preço que quisessem. Se dissessem que era duzentos contos, era isso porque não havia alternativas para ir procurar outro, é isso o que se passa na multimédia. Como ainda há pouca gente a trabalhar na área, as pessoas podem ganhar mais e podem colocar o preço que quiserem, mas isso só durante algum tempo.


Que recomendações aos jovens formandos em Comunicação Social?

Que acreditem que são capazes de serem cada dia muito melhores. Quero dizer, cada dia temos a oportunidade de ser muito melhores do que éramos ontem. Cada dia temos a oportunidade de aprender, nem que seja uma palavra ou uma ideia nova. Se isso acontecer, todos os dias tornaremos excelentes jornalistas e estaremos a cumprir com o nosso trabalho, que é informar e bem as pessoas.


O seu livro Geografia do Prazer foi apresentado em maio do ano anterior na ULCV. Fala-nos um pouco desta veia poética.

Não sei se tenho veia poética, acho que o meu livro de “sonho”, de poesia, vai ser o próximo, que se chama Tambor e vai sair dia 5 de março.

Falando de Pela Geografia do Prazer, para mim a vida é um eterno prazer, e aí falo muitas vezes de Freud. O livro é um bocado enigmático, falo de Freud porque desde o momento que começamos a sentir o mamilo da nossa mãe na boca, começamos a apaixonar-nos pela boca.

Se você analisar uma criança a mamar, vê como ela olha para a mãe e para o filho, começam a ficar apaixonados por causa daquela ligação, é o primeiro prazer. Depois há o prazer pelo cheiro, ao comer, aprender coisas todos os dias é um prazer, vivemos num mundo de imenso prazer e não nos damos conta disto.

E são as minhas vivências de solidão, devaneios, loucuras e experimentações que me fizeram escrever Pela Geografia o Prazer. Porque pela geografia, você tem várias coisas: é eu gostar de conhecer todas as ilhas de Cabo Verde é geografia, é eu gostar de conhecer milimetricamente o corpo de uma mulher é geografia. Porque nós somos seres sensoriais, são prazeres que vamos experimentando ao longo da vida.


Fonte: www.nhaterra.com.cv

terça-feira, abril 27, 2010

Alunos do 2º ano de Ciências da Comunicação desenvolvem projecto “O Retrato Social da ULCV”


A professora Lenilda Duarte, licenciada em Ciências da Comunicação e docente da disciplina Técnicas de Pesquisa e Análise de Informações na Universidade Lusófona desenvolveu um trabalho de análise estatístico apelidado “O Retrato Social da ULCV” em parceria com os alunos do 2º ano de Ciências da Comunicação da ULCV e ela concedeu uma entrevista ao blogue para falar desta actividade.

Porquê elaboração deste trabalho estatístico?

Bom este projecto está relacionado com a disciplina Técnicas de Pesquisa e Análise de Informações sendo um trabalho estatístico, não existe a melhor forma senão tratar de dados que são concretos porque até podíamos inventar dados fictícios mas o que eu acho que era importante trabalhar com dados reais da ULCV e achamos que este projecto trará mais-valia para a Universidade Lusófona.

Quais são os objectivos traçados para realização do projecto?

Em primeiro lugar queremos conhecer os alunos desta instituição como também aspectos como a idade, sexo, a relação entre a profissão exercida e vida social de todos os alunos que estão matriculados na Universidade. Em relação as questões administrativas queremos fazer um trabalho de compilação dos dados existentes conhecer o número de docentes e funcionários porque o nosso objectivo será construir algo mais concreto.

Qual o enquadramento justificativo deste projecto?

Ele está enquadrado dentro do programa da disciplina Técnicas de Pesquisa e Análise de Informações e é obvio que é possível desenvolver todos os pontos do programa dentro do projecto e como algumas necessidades que ULCV tem, como é o caso, de uma base de dados de todos os alunos, um retrato da Lusófona enquanto instituição, uma Universidade constituído por alunos.

Quando será executado o projecto?

Já está em execução pois começamos com a parte do planeamento, primeiramente com os alunos do 2º ano Ciências da Comunicação para vermos a disponibilidade de todos ou seja para que todos participem neste projecto, também conversei com a administração da ULCV que nos irá apoiar neste projecto.

Existe uma descrição das actividades planeadas?

Sim. Vamos compilar os dados do inquérito feito aos alunos de algumas escolas secundárias que visitaram a universidade na semana anterior. A partir desta semana iniciaremos o inquérito interno, isto é, aos alunos da ULCV, inserido dentro da segunda fase do projecto.
Na terceira fase contaremos com a participação dos docentes, pois iremos fazer um retrato de pessoas que estão ligadas a universidade e depois um inquérito aos serviços administrativos da Universidade Lusófona.
Depois desta fase do inquérito iremos compilar todos os dados adquiridos que serão feitos durante as aulas práticas desta disciplina pelos discentes com utilização de programas como o EXCELL, ACESS E SPSS e a análise e interpretação dos dados será uma actividade desenvolvida após o término do ano lectivo, mas é algo que leva pouco tempo.

Quais são os beneficiários deste projecto estatístico?

No meu ponto de vista os beneficiários directos serão os próprios alunos pelo trabalho que irá ser desenvolvido, em segundo lugar a ULCV porque a partir do projecto passarão a contar como uma base dados com informações dos alunos e própria sociedade irá beneficiar indirectamente deste projecto porque passarão a ter uma nova perspectiva sobre a Universidade Lusófona e poderá utilizar este trabalho para concessão de outros estudos.

Que resultados esperam alcançar no final do trabalho estatístico?

A minha perspectiva primeiramente e que este alunos inseridos neste projecto possam compreender os programas acima referidos (EXCELL, ACESS E SPSS), um segundo ponto será melhorar a imagem da Universidade conhecendo os problemas existentes.

Par finalizar a nossa entrevista queria perguntar se existem apoios de instituições exteriores?

Não, porque a medidas que elaboramos o projecto vimos que não precisaríamos de apoios para sua dimensão existente, até agora, de modo que não temos parcerias exteriores. Caso venha a ganhar uma dimensão maior, ai si,m precisaremos de apoios como o caso do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Ministério do Ensino Superior.


Stevenn Silva (aluno 2º ano Ciências da Comunicação)

quarta-feira, março 31, 2010

Técnicas de Pesquisa e Análise de Informação - Programa








Apresentação da Disciplina


1. Técnicas de Pesquisa e Análise de Informações

2. Pesquisa Bibliográfica, Digital, Entrevista

3. Estatística, princípios e conceitos

4. Software voltado à Estatística e Análise da Dados: Excel, Access, SPSS e Word



Programa da Disciplina

- O Processo de Análise e Pesquisa Cerebral
- Técnicas de Pesquisa Bibliográfica e Digital
- Estatística Descritiva e Aritmética Fundamental
- Excel
- Access
- SPSS
- Relatórios em Word


Organização das Sessões

- Divisão da Turma em 2 grupos de 13 e 14 alunos
- Aulas Teóricas, participação da turma inteira, sala de aulas
- Aulas Práticas, 1º grupo – 1ªhora e 2º grupo – 2ª hora
- Permitido o uso de portáteis pessoais


Sessões

Total = 15 sessões de 2h cada

Teóricas: 9, 22, 29 Março
5,12, 19 (Teste) e 26 Abril
17 Maio
7 e 21 Junho

Práticas: 6
3,10, 24 e 21 Maio
14 e 28 Junho


Método de Avaliação

- Teste Escrito (Estatística) – 50% da nota: dia19 Abril
- Trabalhos nas Aulas Práticas: 50% da nota final

Cada trabalho – 5 a 10% nota de acordo com o exercício (1 ou 2 valores) são gravados ao fim de cada sessão numa pasta do aluno ou enviados por mail para lenildaduarte@sapo.cv



Bibliografia

COX, Joyce; DUDLEY, Nathan; AUNE, Liz -
Manual Prático de Microsoft Access, Lisboa: Texto Editora, 1999

FRADA, João José Cúcio – Guia Prático para Elaboração e Apresentação de Trabalhos Científicos, Lisboa, Edições Cosmos, 1995

PEREIRA, Alexandre - SPSS Guia Prático de Utilização, 7ªEd., Lisboa: Edições Sílabo, 2008

ROSENTAL, Claude; FRÉMONYIER-MURPHY, Camille – Introdução aos Métodos Quantitativos em Ciências Sociais e Humanas, Lisboa: Piaget, 2002

SOUSA, Sérgio; SOUSA, Maria José – Microsoft Office XP, Lisboa: FCA, 1999




Mais Informações

http://sites.google.com/site/tpailduarte/

lenildaduarte@gmail.com


lenildaduarte@sapo.cv

Programa da Disciplina "Teoria da Imagem e Representação"



Programa da Teoria da Imagem e Representação


Objectivos

a) Estudar o conceito da noção de imagem nas suas diversas perspectivas;
b) Relacionar as transformações teóricas, práticas e tecnológicas no campo da imagem;
c) Identificar problemáticas contemporâneas relacionadas com a imagem;
d) Fomentar capacidades críticas na análise da sociedade contemporânea.


Conteúdo

1. Imagem, Ideia e Objecto

- Imagem e metafísica
- Mudanças no regime de visibilidade
- Representação, Política e Imagem
- Simulacro e Espectáculo

2. Imagem e linguagem

- Sociedade de controlo e poder da imagem
- Estudos Culturais e imagem

3. Globalização, Imagem e Identidade

Referências Bibliográficas

BARTHES, Roland. A Câmara Clara. Lisboa: Ed. 70.

BAUDRILLARD, Jean. Simulacres et simulation. Paris: Galilée, 1981.

BENJAMIN, Walter. "A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica", in Sobre arte, técnica, linguagem e política. Lisboa: Relógio d’Água, 1992.

CRARY, Jonathan. Techniques of the observer. On vision and modernity in the Nineteenth Century. Cambridge, Mass., MIT Press: 1990.

MORAES. Dênis de (org.). Sociedade Midiatizada. Rio de Janeiro: Mauad X, 2006.

PLATÃO. Alegoria da Caverna (Livro VII de A República). Lisboa: Esquilo, 2002.


Método de ensino

- Exposição oral para exploração teórica
- Análise de textos
- Seminários em aula


Método de avaliação

- Prova presencial escrita (50% da nota final)
- Trabalho baseado na análise crítica de um tema das aulas (40% da nota Final)
- Assiduidade e participação dos alunos (10%)


Professor: João Almeida Medina

sexta-feira, março 26, 2010

Programa Mobilidade Lusófona 2010/20011




Para visualizar melhor o cartaz, clique sobre a imagem

Aprender a Experimentar na ULCV




A Administração da Universidade Lusófona de Cabo Verde – Baltasar Lopes da Silva, tem a honra de convidar a Comunidade Académica a participar na I Semana Aberta da ULCV.

A Universidade Lusófona de Cabo Verde – Baltasar Lopes da Silva integra o maior Grupo privado de ensino universitário e tecnológico a operar na comunidade de países lusófonos, assumindo claramente um projecto de irradiação de saber e de partilha do conhecimento em prol da lusofonia. Fruto desse esforço, hoje, mais de 45.000 alunos frequentam actualmente as cerca de 30 instituições de ensino que extravasam as fronteiras de Portugal e vem inspirando iniciativas de ensino multidisciplinares e multiculturais no Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique.

A Universidade Lusófona de Cabo Verde – Baltazar Lopes da Silva, vai realizar, de 19 a 23 de Abril, a I Semana Aberta da ULCV. A iniciativa consiste numa mostra da oferta formativa, com informações sobre o acesso ao Ensino Superior 2010/2011, assim como das actividades de Investigação e Apoio à Comunidade. Durante os cinco dias, os visitantes terão acesso a vários colóquios, dedicados a temas de natureza científica, cultural e cívica. Mas as actividades da I Semana Aberta da ULCV não vão ficar por aqui! Os visitantes terão ainda à sua disposição variadíssimo material informativo e promocional do Grupo Lusófona.

Embora dedicada a toda a comunidade, a Semana Aberta da ULCV destina-se sobretudo aos estudantes do 10º, 11º, 12º ano de escolaridade e dos Cursos de Especialização Tecnológica (CET).

quinta-feira, março 18, 2010

História dos Media em Cabo Verde



A história da Imprensa em Cabo Verde começou em 1842, com a publicação do primeiro Boletim Oficial do Governo Geral de Cabo Verde. O seu primeiro número saiu na ilha da Boa Vista, onde funcionava a sede do Governo. O Boletim, além dos assuntos oficiais, continha a chamada “parte não oficial”, que funcionava como um autêntico jornal - incluía noticiários resumidos de diversas publicações nacionais e estrangeiras, e produções literárias de autores cabo-verdianos ou residentes em Cabo Verde.


A história diz-nos que, 30 anos depois do suposto início, surgiu o primeiro jornal não oficial – O Independente – na cidade da Praia (ilha de São Tiago). Este jornal marca a entrada na 1ª fase da actividade jornalística em Cabo Verde, que se estende até 1890, data em que foi promulgado um Decreto que estabeleceu restrições à imprensa periódica. Os jornais publicados na 1ª fase foram: O Independente, Correio de Cabo Verde, Echo de Cabo Verde, A Imprensa, A Justiça, O Protesto, O Povo Praiense, O Praiense e Praia (quase todos de carácter político e noticioso).


Durante a 2ª fase, iniciada em 1889, foram publicados 4 jornais na cidade do Mindelo (ilha de S. Vicente): Revista de Cabo Verde (acolhida com muita simpatia pelos leitores), Liberdade (que não chegou a gozar de grande simpatia), A Opinião (jornal recebido com grande entusiasmo) e O Espectro (que pretendeu ser a sombra das vítimas da fome de 1903). Ainda nesta 2ª fase, foi publicado na Praia um número único, especial, do Jornal Cabo Verde, destinado a assinalar a passagem do príncipe real D. Luiz Filipe por Cabo Verde, em 1907.


A 3ª fase tem início com a Proclamação da República em Portugal, em 1910, e termina com a abolição da ditadura do Estado Novo, no dia 25 de Abril de 1974. Foi um período conturbado, mas fecundo, durante o qual foram publicados cerca de vinte jornais, assim como folhas manuscritas, da iniciativa de jovens estudantes do Seminário-Liceu de São Nicolau e do Colégio Municipal de São Vicente.

Na ilha de São Nicolau, os alunos internos do Seminário publicaram O Recreio, um jornal conservador. Já os alunos externos publicaram a Fénix Renascida, de cariz político, entre 1811 e 1913. Na Ilha de São Vicente, os finalistas do Colégio Municipal publicaram O Mindelense. A euforia provocada pela mudança de regime político era tal que, no ano de 1913, circulavam simultaneamente A Voz de Cabo Verde (jornal anticlerical e defensor da liberdade de imprensa), O Independente, O Futuro de Cabo Verde, O Progresso, A Tribuna e O Mindelense.

Outros jornais que se distinguiram nesta época foram: O Popular e Cabo Verde, (publicados no Mindelo nos anos de 1914 e 1920, respectivamente); O Caboverdiano, A Acção, A Seiva, e A Verdade (publicados na Praia, de 1918 a 1922); A Despesa, (publicado em 1913), O Manduco (publicado no Fogo a partir de 1923), O Notícias de Cabo Verde (fundado em 1931), O Eco de Cabo Verde e O Ressurgimento.


Em 1936, os consagrados escritores Baltazar Lopes da Silva e Jorge Barbosa iniciaram a publicação da revista neo-realista Claridade, que marcou o movimento neo-realista em todo o território português (à excepção do Brasil). No entanto, só a partir de 1950 é que a imprensa cabo-verdiana começou a ganhar expressão, sempre ligada à literatura. De 1940 a 1961, surgiram várias publicações em Cabo Verde, no seguimento dos movimentos liberais africanos. Muitos jornais foram extintos devido, principalmente, a problemas financeiros.


A 4ª fase corresponde ao período que se segue à queda da ditadura portuguesa e a subsequente independência de Cabo Verde, conquistada a 5 de Julho de 1975. Com a Independência, surge o jornal público Voz di Povo (extinto na década de 90, para ser substituído pelo Novo Jornal de Cabo Verde e, mais tarde, pelo actual Horizonte) e o Terra Nova, ligado à Igreja Católica. Nesta fase, distinguiram-se também as revistas Raízes e Ponto & Vírgula. Mais tarde, apareceram outros jornais privados que ainda hoje se podem encontrar nas bancas, como por exemplo A Semana e Expresso da Ilhas. O Estado assegura o jornal Horizonte e a agência de notícias Inforpress.


A televisão pública surgiu em 1984. No início, funcionou como TVEC (Televisão Experimental de Cabo Verde), depois passou a chamar-se TNCV (Televisão Nacional de Cabo Verde). Mais tarde, com a fusão com a rádio, passou a haver uma única empresa de radio-televisão: a RTC (Rádio e Televisão de Cabo Verde). Actualmente continuam a funcionar como uma única empresa, mas distinguem-se como TCV (Televisão de Cabo Verde) e RCV (Rádio de Cabo Verde). Na área da televisão, o cenário foi alterado em 1997, com o aparecimento da RTP-África, que veio juntar-se à CFI (actualmente, TV5Afrique). Assim, os cabo-verdianos, que só tinham acesso a 8 horas de emissão por dia, passaram a dispor de 24 horas diárias de Televisão em Língua Portuguesa. Já em 2006, o Governo disponibilizou um serviço de TV Cabo, que permite ter acesso a televisão, telefone e Internet.


A rádio nacional teve uma evolução semelhante à da televisão. No início chamou-se RNCV (Rádio Nacional de Cabo Verde). Com a fusão, passou a RTC, distinguindo-se actualmente como RCV. Actualmente, há 8 emissoras de rádio: a RCV (estatal), uma Rádio Comercial (projecto privado), a Rádio Comunitária Voz de Ponta d’Água (ligada a uma organização não-governamental: a Citi-Habitat), a Praia-FM (feita, basicamente, em crioulo), a Crioula-FM (ligada à Igreja Universal do Reino de Deus), a Rádio Nova (ligada à Igreja Católica), Mosteiros-FM (projecto privado) e a Rádio Educativa (dedica-se ao ensino à distância, e é propriedade do Ministério da Educação).


O panorama dos media em Cabo Verde conheceu uma nova dinâmica com o aparecimento de rádios privadas. A maior diversidade de estações radiofónicas, a interactividade, a dinâmica e o espírito jovem são factores que caracterizam essas rádios, que já conquistaram a maior parte da audiência. Ao mesmo tempo, a informação jornalística passou a ser maior e mais acessível, com as versões on-line de jornais impressos. Neste ambiente da Internet, e no sentido de informação a um nível mais abrangente (institucional), Cabo Verde é um dos países dos PALOP que mais evoluiu. Atualmente, a maior parte das instituições públicas e privadas dispõe de uma página on-line.

Meu voto de coragem




Chegámos há muito tempo a um nível em que tudo vai depender de nós, embora alguma dúvida (que não deveria existir) paira no ar. Há muita capacidade escondida e por muitas razões muitos de nós não nos sentimos capazes de as exteriorizar.


Estamos a fazer a licenciatura num dos mais interessantes cursos que se tem memória. Um curso que carrega uma grande responsabilidade no seio de qualquer universidade, pelo que não nos devemos cingir apenas ao que aprendemos na sala de aulas. Aliás, na sala de aulas da universidade, o que temos são lições de vida, troca de experiências e orientações para investigarmos sobre os diferentes temas que nos são propostos ou que são inerentes ao programa de cada disciplina. Este é o verdadeiro sentido de estarmos a estudar ao nível em que nos encontramos.

O professor não tem obrigação nenhuma de dar apontamentos detalhados sobre as matérias. Outrossim, terá que fornecer o mais cedo possível o programa da disciplina que lecciona, a bibliografia e todo o material de apoio possível para que o estudante não fique “viajando na mayonaise”. Além disso, é viável que o professor marque sempre com os seus alunos sessões de esclarecimento e acompanhe a evolução dos trabalhos académicos.

A nós, mais do que estudar, temos o dever de promover actividades académicas que constituirão, sem dúvida alguma, uma mais valia na nossa formação como futuros profissionais. Afinal, o saber não ocupa lugar. Assim, não será demais promovermos ou propormos à direcção e à reitoria da ULCV workshops e palestras sobre os mais variados temas. Não fiquemos pensando que é a universidade que ganha sempre. Quem mais ganha com isso somos nós. A nossa formação não se faz em apenas quatro anos e nem dentro da sala de aula. O mundo da comunicação é ilimitado e, para fazermos parte dele, não precisamos de convite.

Avanço, no entanto, algumas dicas que penso serem vitais para evoluirmos mais na nossa formação:

- ter faro e senso de oportunidade;
- ler muito;
- escrever muito (parafraseando Arménio Vieira, só escreve quem lê);
- aprender línguas;
- falar sem qualquer receio;
- consultar vários sítios temáticos na internet;
- ir ao teatro, ouvir boa música e ver bons filmes;
- diversificar o conhecimento sobre o cinema do mundo (não ficar colado apenas à produção hollywoodiana);
- ver televisão e ouvir rádio com sentido crítico;
- ir a todo o tipo de palestra possível;
- estudar de forma séria e profunda as técnicas de apresentação e de falar em público, tendo em conta elementos como a postura, a expressão corporal, a voz ou a dicção;
- conversar com todo o tipo de pessoas com idades, raças, credos, profissões ou cores politicas diversificadas;
- aprender mais sobre geografia, cultura, arte e tecnologia;
- ser humilde;
- ser honesto (sobretudo consigo mesmo);
- respeitar o próximo;
- respeitar a opinião dos outros, por mais estranhas que sejam;
- não perder o sorriso e nem a calma;
- saber criticar e aceitar criticas;
- aprender mais sobre etiqueta;
- fazer amigos todos os dias;
- ampliar sua lista de contactos (principalmente os influentes);
- ter em conta que os seus direitos acabam onde começa os dos outros.

Enfim, uma série de coisas que traduzem a máxima de que enquanto se respira aprende-se.

Caros colegas, esse é o meu primeiro contributo para que nos encorajemos e sintamos cada vez mais que estamos numa universidade, que somos o futuro do país, e que o nosso futuro depende unicamente de nós. Por mais voltas que demos, por mais que necessitemos de bons professores, necessitaremos ainda mais de nós próprios.

neulopes

segunda-feira, março 08, 2010

Manual de Reportagem

quinta-feira, março 04, 2010

13

While you point your finger someone is judging you (Bob Marley)

A interacção entre os actores que compõe uma sala de aula (Professor/Aluno) é um momento de troca de experiência, momento esse tornado possível pela presença desses elementos. Quando, por exemplo, o Professor é uma presença ausente (figura de estilo), é-lhe difícil essa troca de experiência que irá possibilitar a avaliação do Aluno.

Esta presença reflecte, dá referências; ao Professor dá-se a oportunidade de transmitir valores e saberes, ao Aluno a possibilidade de provar, a si próprio primeiro, e depois aos Outros a apreensão desses valores e saberes. O facto de ter sido negado ao Aluno, de forma contínua, a possibilidade de provar aos Outros essa apreensão, não significa, a priori, que ele não os tenha adquirido.

É necessário ao Professor avaliar o Aluno; mas como avaliar sem terem tido uma comunicação que só a socialização é capaz de garantir? Como quantificar esta avaliação quando não se reproduz nem se recria conhecimento para que o Aluno possa provar, a si próprio e depois aos Outros, a apreensão de valores e saberes? Nestas circunstâncias, a tarefa de avaliar pode tender a dois pólos diametralmente opostos: complexa ou simplista. Um Professor competente e dedicado terá certamente uma tarefa árdua; um preguiçoso terá um trabalho fácil.

Sejamos preguiçosos em tudo, excepto em amar e em beber, excepto em sermos preguiçosos. (Paul Lafarque. O Direito à Preguiça)

A socialização da sala de aula também pode gerar aspectos negativos. A interacção entre os actores pode originar desequilíbrios e/ou constrangimentos que, dependendo do indivíduo, podem ficar interiorizados durante o processo de socialização, podendo ser transpostos de trimestres ou disciplinas anteriores, fazendo com que a avaliação do Professor reflicta mais as suas intenções pessoais ou mesmo frustrações próprias do que exactamente a capacidade do Aluno em relação ao valores e saberes.

A noção do Professor com “a faca e o queijo na mão” é primitiva e, no nível universitário, onde as críticas supostamente são mais fundamentadas é necessário uma certa coerência ao cortar-se o “queijo”, pois que a ostentação do título por parte de certos Professores muitas vezes não reflecte em actos e obras o rótulo com que se querem ver colados.

O grau de doutor comprova a realização de uma contribuição inovadora e original para o progresso do conhecimento, um alto nível cultural numa determinada área do conhecimento e a aptidão para realizar trabalho científico independente. (Artigo 37º da Lei de Bases do Sistema Educativo - Lei n.º 103/III/90 de 29 de Dezembro)

Muito mais do que o alarde sobre a sua intitulação, espera-se que, para além de reproduzir saberes, possa gerar novos conhecimentos, os quais poderão ser alvos de discussão com os seus Alunos e assim ter mais e melhores elementos de avaliação.

Ao Aluno poderia dar-se-lhe a possibilidade de avaliar o Professor (metodologia, bibliografia, programa, etc.). Mas neste caso poderíamos incorrer no mesmo erro: falta de elementos de avaliação por sistemática ausência de um dos actores que compõe uma sala de aula. O que não impede que o Aluno, fazendo uso do mesmo peso e mesma medida, transponha a anterior apreciação e faça a sua avaliação:

Pesado foste na balança e foste achado em falta. (Daniel 5:27)

daivarela

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Novas Tecnologias de Informação e Comunicação - sua importância para África

Uma palestra intitulada Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (sua importância para África) foi proferida pelo Prof. Doutor Manuel José Damásio no Auditório da Universidade Lusófona de Cabo Verde.

Temas como: as TIC's, o que elas são, a tecnologia e comunicação hoje, seus usos e aplicações (e suas mudanças) atraíram um vasto público, incluindo alunos de outras Universidades, ao Auditório.

As Tecnologias de Informação e Comunicação em África: aplicações e consequências, também foi exposto durante a palestra.


daivarela

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Palestra na Universidade Lusófona de Cabo Verde


PALESTRA
Novas Tecnologias de Informação e Comunicação
(sua importância para África)

PALESTRANTE
Prof. Doutor Manuel José Damásio

LOCAL
Auditório da Universidade Lusófona de Cabo Verde - Baltazar Lopes da Silva

DATA
25 Fevereiro

HORA
18h30

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Video do Trio da ULCV 2010

domingo, fevereiro 14, 2010

Carnaval ULCV 2010


Um SUCESSO absoluto. O TRIO da Lusófona desceu pelas avenidas da Capital da Cultura cheio de alegria e sabura, levando o povo de Mindelo a festejar junto:









Para o próximo ano, queremos colocar 400 alunos a sambar nas ruas de Morada.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Mestrado em Jornalismo e Comunicação Digital (à distância)


A realização deste Mestrado proporciona os conhecimentos e a experiência necessária tanto para os jornalistas activos, que querem conhecer como as novas tecnologias podem ajudar o seu trabalho, quer para os recém profissionais, que procuram uma maior capacidade para alcançar melhores oportunidades no mercado de trabalho.
Fonte: FORMEDIA

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Governo aprovou vários projectos de propostas de lei sobre comunicação social em Cabo Verde

Cidade da Praia 05 Fev. (Inforpress) – O Governo aprovou terça-feira vários projectos de propostas de lei que consubstanciam o sector da comunicação social em Cabo Verde.
O Executivo, explica a porta-voz do Conselho de Ministros (CM), Janira Almada, quer manter em aberto, com esta aprovação, “o leque de meios e processos relativos comunicação social com especial realce para os meios electrónicos e para as formas multimédias.

Entre as novidades, o Governo introduziu no diploma as publicações online, consagrou o direito de resposta das pessoas colectivas que não estava consagrado, o direito de esclarecimentos, entre outras”, diz Janira Almada.

No âmbito das propostas aprovadas no CM, destaque para a alteração do estatuto do Jornalista. O projecto de lei que será oportunamente reencaminhado ao Parlamento para a sua aprovação.

“Refizemos o conceito de jornalista profissional e também estabelecemos um conjunto de funções que são incompatíveis com a função de jornalista”, declarou a porta-voz do Conselho de Ministros.

Também o Governo aprofundou o tema do sigilo profissional que permite aos jornalistas terem uma participação na definição da linha editorial nos órgãos de comunicação nos quais prestem o seu serviço.

O diploma especifica também melhor o direito de acesso a informação por parte dos jornalistas, afirmou Janira Almada.
Sobre a lei da televisão, o governo dedicou-se “uma especial atenção a televisão por assinatura e comunitária.

A televisão por assinatura já estava regulada por decreto-lei, mas mesmo assim foi consagrada no projecto de proposta de lei a ser encaminhado ao Parlamento.

Em relação a televisão comunitária, Janira Almada disse que o Governo reconheceu o papel que este meio de comunicação social tem no desenvolvimento do país e na formação e educação.

Durante o CM, o Governo propôs abrir a prestação do serviço público de televisão também a pessoas colectivas do direito privado, já que até este momento esta lei apenas consagra essa possibilidade a pessoas colectivas de capital maioritariamente públicos.

No que tange a lei da radiodifusão revisitou-se o diploma para alterar o artigo 3º relativamente ao serviço público, dando aos rádios privados a possibilidade de também prestarem esse serviço.

O Executivo consagrou, igualmente, o financiamento do serviço público da actividade da radiodifusão para permitir que essas entidades que prestam esses serviços também possam competir normalmente com os operadores que desenvolvem as actividades de carácter mais comercial.

O Conselho de Ministros revogou, ainda, a actual lei de imprensa escrita e da agência de notícias e aprovou um novo projecto de proposta de lei sobre esta matéria.

No essencial, este novo diploma mantém o que estava contemplado na anterior lei. No entanto, por uma questão de sistemática de interpretação e aplicação, o Governo entendeu que para os aperfeiçoamentos efectuados seria justificável fazer a revogação do anterior diploma.

A ministra da Presidência sublinhou o facto do Governo ter reforçado a responsabilização civil e criminal daqueles que pratiquem ofensas usando esses meios de comunicação social e que também abarca as publicações electrónicas.

Reforçou-se também a responsabilidade solidária que deve existir entre o autor da ofensa e os responsáveis dos próprios órgãos de comunicação social.

JL

Fonte: Inforpress

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Quinze Compromissos

Numa terra longínqua havia um bosque cheio de animais. Todos esses animais se expressavam na mesma língua, o Pretn’guês. Como tinham a língua a uni-los, decidiram criar uma comunidade a que deram o nome de Luzn’fulia.

Havia no bosque uma Torre do Saber, com algum estilo, que estava sendo construída aos poucos. Um dia traziam um freixo de madeira ou um monte de pedras, noutro dia traziam alguns livros e também um pouco mantimento para o celeiro comum. E assim iam construindo a Torre do Saber.

As Ovelhas, todas elas, eram estudantes da Torre do Saber. Criaturas lindas, obedientes e ordeiras. Faziam alguma sujeira é verdade, por vezes até algum barulho, mas sempre lindas e submissas.

Para ensinar as Ovelhas vieram professores de todas as partes do bosque. Professores de grande sapiência mas de pouca paciência (leia-se, tempo). Na árdua tarefa de ensinar as Ovelhas os ofícios da Arte, estava o professor Cigarra. Não sabia cantar é verdade, mas dançar, dançava. Como compromisso com as Ovelhas, tinha, até agora, num tempo sem tempo, catorze momentos de convivência e partilha para passá-los junto com as Ovelhas mas imprevistos negaram-lhe a possibilidade, por seis vezes, de dar-se e partilhar-se nestes momentos.

Também, de paragens longínquas vinham professores. Traziam na bagagem o cheiro a maresia de terras distantes e o olhar de quem já viu muitas Ovelhas como aquelas. Como as Ovelhas deveriam comunicar-se na sociedade ficou a cargo do professor Max, a Águia. Altivo, observava uma e cada uma das Ovelhas. Como compromisso com as Ovelhas, tinha, até agora, num tempo sem tempo, doze momentos de convivência e partilha para passá-los junto com as Ovelhas mas imprevistos negaram-lhe a possibilidade, por quatro vezes, de dar-se e partilhar-se nestes momentos.

Dizia-se, era uma teoria, que o bosque fora um jardim com frutas de oiro. Como já disse, é uma teoria. Em média, as Ovelhas eram muito parecidas: lindas, ordeiras e submissas. Para ensinar a Teoria das Coisas, a Coruja foi o animal escolhido. Dona de grande saber e eloquência, ela era de facto a escolha acertada. Como compromisso com as Ovelhas, tinha, até agora, num tempo sem tempo, vinte e seis momentos de convivência e partilha para passá-los junto com as Ovelhas mas imprevistos negaram-lhe a possibilidade, por cinco vezes, de dar-se e partilhar-se nestes momentos.

Mas o bosque não era habitado somente por Ovelhas, Águias e Corujas. Também viviam lá outros animais. O silêncio, por agora, sobre esses outros animais não é um hino às suas virtudes, pois a istória continua…

daivarela

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Reunião para eleição da nova AEULCV


No passado sabádo (30) foi realizado uma reunião para eleição da nova associção de estudantes no auditório da ULCV...
Uma imagem vale mais que mil palavras.
Stevenn Silva

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Inauguração da Biblioteca da Universidade Lusófona de Cabo Verde

Citando o Padre António Vieira, o Administrador Montenegro Fiúza disse " Para ensinar sempre é necessário amar e saber, porque quem não ama não quer, e quem não sabe não pode"


Em Cima: Dra Ana Cordeiro, responsável do Centro Cultural Português do Mindelo/Instituto Camões que ofereceu já uma série de livros e prometeu doar muitos mais à ULCV e Eng. Montenegro Fiúza, Administrador da ULCV.

Adicionar imagemDurante o acto de inauguração foram oferecidas flores às flores da Universidade Lusófona de Cabo Verde



daivarela