Os bons terão sempre lugar no jornalismo

Antigo director da Televisão de Cabo Verde, Daniel Medina é Professor Doutor da Universidade Lusófona de Cabo Verde (ULCV), no curso de Ciências da Comunicação. Jornalista, cronista de rádio e jornal, comentador da televisão, Medina é um comunicador nato. Nha Terra Online foi conhecer o autor de Pela Geografia do Prazer que se prepara para lançar novo livro no mercado e saber a sua opinião sobre o jornalismo caboverdiano, a sua vida de docente, entre outras questões.

Banalização da Profissão de Jornalismo em Cabo Verde

Em vários artigos nossos publicados em Cabo Verde temos vindo a alertar o Governo e aos cidadãos, pela degradação galopante do nosso “jornalismo”. Colocamos aqui a palavra jornalismo entre aspas, porque em nosso entender não existe o jornalismo cabo-verdiano.

Diversidade de Cursos na Comunicação

Uma das causas apontadas para menos vestibulandos interessados em Jornalismo é o número de opções relacionadas à comunicação. Muitos com vocação para cinema e fotografia, por exemplo, acabavam no curso por falta de opção. Existem alguns cursos de graduação e de tecnologia que podem estar por trás do fenômeno.

Como fazer um Resumo

O resumo é uma forma de reunir e apresentar por escrito, de maneira concisa, coerente e frequentemente selectiva, as informações básicas de um texto pré-existente. É a condensação de um texto, pondo-se em destaque os elementos de maior interesse e importância.

Bibliotecas Virtuais

grande referência na área de bibliotecas virtuais, com os sites mais importantes para informação e comunicação sobre ciência e tecnologia

terça-feira, setembro 29, 2009

Tudo tem se limite

Bô pápá ca foi foguêr
Nem tampóc rochegadôr
Nem marinhêr nem catraêr
Nem carpinter nem pêdrêr
Nem pêder nem pescadôr
E nem tembê um catadôr
Dificuldade bô ca conchêl
Pobreza pa bô ê lenda de gente gentil
Bô liberdade bô ca brigál
Bem dzêm'quem bô ê na vida
Pa julgá realidade
Dess nôss pais

Pa móde cristôm ta estód calóde
E justiça de povo nunca tem voz
Lá de bô tribuna bô ta insultá
E caluniá'tê Deus na ceu
Ma cma debóxe de ceu tudo tem seu limite
Bô pudêr ca ê infinito
O li ê que ê Cabo Verde

Manuel d'Novas
24 Dezembro 1938 - 28 Setembro 2009

domingo, setembro 27, 2009

Mercado da Comunicação Social vai saturar!

Segundo Paulo Lima [PL], presidente da Associação dos Jornalistas de CV (AJOC) em entrevista concedida ao jornalista Humberto Santos (Casa dos Jornalistas [CJ]), o mercado irá ficar inundado com a nova vaga de jornalistas em formação no Brasil, Portugal e agora, Cabo Verde:

CJ:Como sabe existem neste momento vários estudantes a formarem-se em Comunicação Social. Que impressão tem da situação do mercado de trabalho nesta área, neste momento?

PL:Vai saturar. Os órgão existentes não irão comportar todos os jornalistas. O ambiente de concorrência vai acirrar-se e desta forma os novos profissionais devem chegar cada vez mais capacitados. Que os futuros jornalistas aproveitem todas as oportunidades de estágios e especializações que puderem. Será uma mais valia. Temos uma vaga grande de estudantes no Brasil e em Portugal, Temos uma Escola de Jornalismo na cidade da Praia e uma outra vai abrir brevemente em São Vicente. Ouvi a noticia ontem. Tire as suas conclusões. Por outro lado, os jovens jornalistas deverão procurar formas alternativas de fazerem jornalismo, que poderá passar pela criação de sociedades de produção jornalística, jornais electrónicos etc. Neste particular é fundamental o acesso a empréstimos preferenciais. Será um caminho, uma alternativa? só o tempo vai dizer. Ler a entrevista completa...

terça-feira, setembro 22, 2009

Créditos à Bolsas de Estudo

Se estás a pensar em pedir um empréstimo bancário para seguires com os teus estudos, tens aqui as opções disponíveis no mercado bancário Cabo-verdiano:

Crédito BI Universitário
Linha de crédito destinado a estudantes do ensino superior com idades compreendidas entre os 18 e 30 anos de idade que pretendem frequentar cursos de licenciaturas ou mestrados. O crédito é libertado em tranches mensais e constantes durante o período da formação.O capital é amortizado em 60 prestações mensais e consecutivas após a conclusão do curso no prazo acordado.Possibilidades de negociar a taxa em função das garantias oferecidas. Saiba mais...


Credibolsa
Linha de crédito para formação de nível Médio, Licenciatura, Pós-Graduação, Mestrado, Doutoramento, Cursos de Especialização Tecnológica em escolas nacionais ou estrangeiras
Destinado a trabalhadores estudantes e/ou pais, encarregados de educação que pretendem obter recursos para financiamento de formação própria e/ou do seu educando. Saiba mais...



Crédito BCA - Formação financia as despesas relacionadas com a sua formação em Cabo Verde ou no Estrangeiro nomeadamente: cursos de curta duração, conclusão de licenciatura, curso de formação à distância, licenciatura, especialização, mestrado/doutoramento e, aquisição de computadores. Saiba mais...


Produto de crédito destinado a financiar despesas directamente relacionadas com a frequência de estabelecimentos de ensino (curso de Licenciatura, Pós-Graduação, Mestrado ou Doutoramento) em Cabo Verde ou no Estrangeiro;
Clientes Particulares, designadamente jovens em idade escolar que pretendem prosseguir ou completar estudos superiores e que apresentam avalistas com capacidade financeira. Saiba mais...

domingo, setembro 20, 2009

Jô Soares (Aula de Ortografia)

Erros no falar o português

Tecnologia da Informação e Comunicação

Novas Tecnologias da Comunicação

terça-feira, setembro 15, 2009

Resposta à proposta para vertente de Relações Públicas


Aos
Discentes do Curso de Ciências da Comunicação – 2º Ano


Exmos. Senhores Discente
Em resposta à vossa proposta para a nova vertente do Curso de Ciências da Comunicação vimos por esta informar que:

1. De acordo com o plano de estudos apresentado e aprovado pelo Ministério da Educação e Ensino Superior, o curso de Ciências da Comunicação não contempla a vertente Relações Públicas, pelo que não se pode anexa-la como uma nova vertente, até que o primeiro grupo de discentes conclua a licenciatura.

2. Entendendo a vossa preocupação, pretendemos incluir no respectivo curso, na opção de Jornalismo algumas disciplinas ligadas à vertente Relações Públicas, que vos permitirão adquirir valências na respectiva área. As disciplinas serão opcionais e extracurriculares e constarão do curriculum dos discentes que as escolherem.

Esperamos assim ter chegado a uma resolução que satisfaça a todos

Para qualquer esclarecimento estamos à vossa disposição.

Com os melhores cumprimentos,

Mindelo, 4 de Setembro de 2009

A Coordenadora Geral
Helena Gomes

quarta-feira, setembro 09, 2009

Univ. Lusófona Cabo Verde já está Online!


A Universidade Lusófona Baltasar Lopes da Silva Cabo Verde já tem o seu espaço na Internet!

Uma iniciativa muito apreciada pela COMMUNICARE que espera que o espaço torna-se mais dinâmico e com um conteúdo de qualidade.

De salintar que é possível fazeres a tua candidatura online através do próprio site da Lusófona.

Se quiseres saber desde agora o Calendário Escolar 2009/2010 também o encontrarás na página da Universidade.

Já agora, quem sabe colocar no site um link para COMMUNICARE?

quarta-feira, setembro 02, 2009

Semiótica (Video)

quinta-feira, agosto 27, 2009

A História da Comunicação

terça-feira, agosto 25, 2009

Parabéns ao COMMUNICARE


Atingimos a marca de mil visitantes em menos de um ano de existência. O blog COMMUNICARE agradece a todos os seus visitantes e espera que continuem a preferir a nossa companhia. Parabéns a todos e até ao marca dos dez mil.

domingo, agosto 23, 2009

Ensino Superior X Emprego

Imagem retirada do blog Culpa dos Neurónios

sexta-feira, agosto 21, 2009

Soncent: ALGO HICIMOS MAL

Texto retirado do blog soncent.blogspot.com

Palavras do Presidente Oscar Arias da Costa Rica na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009.

"Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas.

[...] Bem, algo nós fizemos mal, os latino-americanos. Que fizemos errado? Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal. Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos. Essa é a escolaridade média da América Latina e não é o caso da maioria dos países asiáticos. Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar a dos europeus.

De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um termina esse nível secundário. Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada mil, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10. Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é esponsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países.

[...] Porque não pode ser que o mundo rico dedique 100.000 milhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo "num planeta que tem 2.500 milhões de seres humanos com uma renda de $2 por dia" e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000.000.000) em armas e soldados. Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste $50.000 milhões em armas e soldados. Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo? Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o Sr. Aponta com muita razão, é a falta de educação; é o analfabetismo; é que não gastamos na saúde de nosso povo; que não criamos a infra-estrutura necessária, os caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos; que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente; é a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente; é produto, entre muitas outras coisas, certamente de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas.

Vá alguém a uma universidade latino-americana e parece no entanto que estamos nos anos sessenta, setenta ou oitenta. Parece que nos esquecemos de que em 9 de Novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou. Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latino-americanos.

E eu, lamentavelmente, concordo com eles. Porque enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os "ismos" (? qual é o melhor capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, socialcristianismo...) os asiáticos encontraram um "ismo" muito realista para o século XXI e o final do século XX, que é o *pragmatismo*. Ler o texto completo

quinta-feira, agosto 20, 2009

Inscrição no curso Ciências de Comunicação




Já se encontram abertas as incrições para o curso de Licenciatura em Ciências de Comunicação na secretaria da Universidade Lusófona Baltasar Lopes da Silva Cabo Verde.

Contacto
Chã de Cricket
Ex-Zona Militar,
Mindelo, Cabo Verde

Direcção
Prof. Doutor Luís Filipe B. Teixeira

Anos curriculares / Grau
4 anos – Licenciatura

Saídas profissionais
Direcção de comunicação e imagem;
Funções em agências de publicidade e gabinetes de relações públicas;
Consultadoria em comunicação e imagem;
Gestão de projectos em departamentos de comunicação e imagem na Administração central e local;
Assessoria de imprensa e de comunicação;
Repórter;
Jornalista da imprensa escrita, rádio, televisão e digital;

terça-feira, agosto 18, 2009

Programa Sócrates/Capítulo ERASMUS


Programa SOCRATES
O que é o Programa SOCRATES? O programa SÓCRATES é o programa de acção comunitário em matéria de educação.

Objectivos
Reforçar a dimensão europeia na educação a todos os níveis;
Promover a melhoria qualitativa e quantitativa do conhecimento das línguas da U.E, especialmente das menos utilizadas e ensinadas;
Promover a cooperação e a mobilidade no domínio da educação;
Incentivar a inovação pelo desenvolvimento de práticas pedagógicas e materiais didácticos.


A Acção Erasmus
A Acção ERASMUS destina-se a fomentar a qualidade e a reforçar a dimensão europeia no ensino superior, incentivando a cooperação transnacional entre universidades, nomeadamente através da promoção da mobilidade e intercâmbio de estudantes, tendo em vista a melhoria, a transparência e o reconhecimento académico de estudos e habilitações em toda a Europa.

Vantagens da Acção Erasmus
Como estudante ERASMUS, poderás beneficiar de uma experiência gratificante a nível académico e pessoal, que se traduz:
no contacto com novos métodos de trabalho;
no aperfeiçoamento de uma língua estrangeira;
num alargar de horizontes;
no conhecimento de outras culturas,
e também adquirir um conjunto de mais valias profissionais que contribuirão para a construção de uma Europa cada vez mais unida na diversidade cultural, linguística e educacional.
A mobilidade ERASMUS oferece-te a possibilidade de efectuar um período de estudos no estrangeiro , num estabelecimento de ensino elegível para o Programa SÓCRATES, com reconhecimento académico (como parte integrante do programa de estudos do teu estabelecimento de origem) com uma duração considerável (no mínimo 3 (três) meses e no máximo 1 (um) ano lectivo completo ).
Não te serão cobradas propinas ou outros pagamentos similares por parte do estabelecimento anfitrião, podem, no entanto, ser cobradas pequenas verbas referente a seguros, quotas de associações de estudantes, utilização de material vário como fotocópias, produtos de laboratório, etc., em pé de igualdade com os demais estudantes locais.
Contudo, a Universidade Lusófona continuará a cobrar propinas, concedendo, quando solicitada, uma redução no pagamento das mesmas, durante o período de estudos no estrangeiro (continuas no entanto, a ter direito ao pagamento integral das bolsas e empréstimos nacionais).
Poderás, também, em certos casos, beneficiar de uma bolsa de mobilidade ERASMUS.

Bolsas Erasmus – O Que São?
As bolsas ERASMUS, são bolsas de mobilidade, que se destinam a cobrir as tuas “despesas de mobilidade”; NÃO SÃO BOLSAS DE ESTUDO
Assim, as bolsas não se destinam a cobrir a totalidade das tuas despesas normais de subsistência, mas sim as despesas suplementares, resultado da realização de um período de estudos noutro Estado elegível, nomeadamente as despesas resultantes de um índice de custo de vida mais elevado no país de destino.
O valor das referidas bolsas é definido anualmente (mediante o número de estabelecimentos e pessoas participantes) e varia em função do país de destino, bem como do número de meses de estada no Estado anfitrião.
As bolsas de mobilidade disponíveis no âmbito do ERASMUS são geridas por uma rede de Agências Nacionais, designadas pelos países participantes. Em Portugal a gestão da execução do Programa SÓCRATES é da responsabilidade da AGÊNCIA NACIONAL PARA OS PROGRAMAS COMUNITÁRIOS SÓCRATES E LEONARDO DA VINCI, que funciona na dependência conjunta dos Ministros da Educação e do Trabalho e da Solidariedade.

Quem Pode Participar?
Podes participar desde que sejas cidadão de um país elegível, ou que beneficies do estatuto de residente permanente, desde que;
Estejas matriculado num Curso de Licenciatura ou Mestrado da Universidade Lusófona, que te confira um título académico ou diploma de qualquer grau;
Nunca tenhas beneficiado da mobilidade ERASMUS, mesmo quando a duração total dos dois ou mais períodos passados no estrangeiro, seja inferior a um ano.

Condições de Elegibilidade
Desde que satisfaças os critérios relacionados com a respectiva nacionalidade;
Desde que reunas as condições de elegibilidade definidas pelo respectivo Departamento.
Viagem, Alojamento e Saúde
Antes de partir, deves recolher todo o tipo de informações sobre a “Universidade” de destino, no Gabinete de Relações Internacionais (podem ser recolhidas através do site próprio de cada Universidade de acolhimento, procura através de motor de busca), designadamente em termos de alojamentos universitários disponíveis, etc., sendo as questões práticas relacionadas com a viagem e alojamento, da tua inteira responsabilidade.
Ao partir para o estrangeiro, deves ainda fazer-te acompanhar do formulário E-128 (cuidados de saúde por ocasião de uma estada temporária noutro Estado-membro da União Europei a) que deverás requerer no Centro Regional de Segurança Social da tua área de residência ou na Loja do Cidadão. No caso de não realizares o teu período ERASMUS num Estado-membro, ou que não tenhas direito ao E-128, terás de fazer um seguro de saúde.

QUAIS OS PASSOS PARA ACEDER À MOBILIDADE ERASMUS?
Deves contactar a DRIE – Direcção de Relações Internacionais, Estágios, Emprego e Empreendorismo

sábado, agosto 08, 2009

Projecto RADIOTVaGOSTO





De 01 a 30 de Agosto decorre em São Vicente – Praça Estrela – a 2ª edição da feira ARTEaGOSTO, numa organização da Kaza d’Ajinha – Kultura e Konviv, no intuito de promover a nossa cultura e os nossos artistas.
Matilde Dias (Formadora) e Leslie Andrade (Formanda/Universidade Jean-Piaget)no Ar.

Ivan Spencer (Formador) num momento de animação.

Enquadrado na feira está o projecto RádioTV Agosto, uma oficina da de formação prática em técnicas de produção, entrevista e locução em rádio (e possivelmente em Televisão)

Fransisco Delgado (Formando/Universidade Lusófona) entrevistando Pedro Pires.

.

A RádioAgosto emite em circuito fechado (dentro da Praça Estrela), das 10 da manhã às 23 da noite.

Celina Reis (Formanda/Rádio Cidade FM) no Ar.

Carlos Ferreira(Formando/Universidade Lusófona) no Ar.


Faz parte da programação da RádioAgosto: promoção e divulgação dos stands e artistas presentes na feira (bem como dos seus mecenas), publicidade dos patrocinadores, muita animação e claro, muita boa música.
Odair Varela (Formando/Universidade Lusófona) no Ar.

Rogério Andrade(Formando/Universidade Lusófona) no Ar.


















Hernany Delgado (Formando/Universidade Lusófona) no Ar.



Leila Lubrano (Formanda/Universidade Lusófona) no Ar



Landy Mota (Formanda/Universidade Jean-Piaget) no Ar





domingo, julho 12, 2009

Ano Lectivo 2008/2009 - A Nossa Avaliação


Terminado o primeiro ano do curso de Ciências da Comunicação, vale a pena fazer-se uma pequena retrospectiva. Aqui ficam as nossas considerações.

DISCIPLINAS

Comunicação Interpessoal
Disciplina multifacetada e abrangente, mas que infelizmente pecou pela falta de conteúdo programático e pela inexistência de bibliografia. A ser revisto urgentemente.


Semiótica
Disciplina que mais apaixonou a maioria dos discentes (atenção que isso não se deveu ao professor ou ao seu método de ensino. Nem quase!). Se foi verdade que não encontramos qualquer material disponível para trabalhar, também é verdade que os próximos discentes irão encontrar documentos de qualidade (modéstia à parte) para se abalizarem. PERGUNTA: Se o Ministério da Educação estipula que o discente deve ser avaliado numa escala de 0 a 20 valores, poderá o docente determinar que a sua nota máxima é de 16 valores?


História dos Meios de Comunicação
De conteúdo generalista, esta disciplina poderia ter incidido mais sobre a realidade cabo-verdiana (apesar dos escassos dados publicados).

Inglês para Comunicação
Com uma turma heterogénea a nível de experiências com a língua inglesa, o ensino dessa disciplina torna-se uma tarefa ainda mais árdua. Temos consciência de que um laboratório de línguas precisa de tempo (dinheiro) para ser construído, mas as condições mínimas para um melhor contacto com a língua estrangeira faz-se necessário (um aparelho de som, uma TV com reprodutor de vídeo, computadores com programas de ensino da língua inglesa, por exemplo).


Técnicas de Expressão Escrita
Com conteúdo programático pertinente, essa disciplina revelou-se de grande utilidade e importância.


Métodos Quantitativos para a Comunicação
Disciplina que tem por mérito apetrechar-nos com ferramentas para fazer a análise crítica de dados estatísticos sempre presentes na comunicação social.


Introdução às Linguagens de Programação
Se criar pastas, formatar documentos no Word e introduzir dados no Excel é programação, então essa disciplina cumpriu o seu objectivo.


Metodologias de Análise do Texto e do Discurso
Valência de extrema importância para o curso de Comunicação mas que infelizmente deixou muito a desejar, tanto ao nível de conteúdo como (e principalmente) ao nível metodológico, pois que, acreditamos que somente quem sabe pode transmitir conhecimentos.

DISCENTES
Apáticos no início mas com um potencial para se envolverem e defenderem os seus direitos a revelar-se pouco e pouco. A continuar assim, talvez não venha a ser possível situações em que:
Faz-se o segundo teste sem saber a nota do primeiro;
Faz-se o segundo teste com as notas finais já prontas e a situação exame/dispensa já definido;
Perde-se um mês e meio de aulas sem professor;
Docentes elaboram testes de 20 valores e definem a nota máxima a atribuir de 16 valores.

UNIVERSIDADE
Para quando o Guia de Estudante? Queremos saber, de entre outras coisas:
Os Planos Curriculares;
Quais os órgãos e serviços da Universidade;
Os Regulamentos de frequência, avaliação e de passagem de ano;
Quais as normas para a realização dos exames;
E a tabela de emolumentos praticadas pela Universidade.
Mas, acima de tudo, queremos Docentes (cada vez mais) de melhor qualidade.


A Nossa Avaliação:

Poderia Ter Sido Melhor!

daivarela

quinta-feira, julho 09, 2009

Férias


O verão está aí e é tempo de mostrar esses corpinhos sexys na praia da Laginha e não só. Depois de muito estudo a forma resente-se mas o essencial está lá.
"Podem apreciar à vontade", disse ela.

terça-feira, julho 07, 2009

A revolução da linguagem (Resenha)

RESENHADORES: Odair Varela - Samira Gomes

O AUTOR: David Crystal
DAVID CRYSTAL nasceu em 1941 na Irlanda do Norte. Estudou no University College, Londres, onde obteve seu doutorado em 1966. Foi professor titular de lingüística na Universidade de Reading entre 1975 e 1985, e atualmente é professor honorário de lingüística na Universidade de Wales, em Bangor. É autor de diversos livros, entre eles o Dicionário de lingüística e fonética... (www.zahar.com.br)

O LIVRO: A revolução da linguagem
A obra aparece, segundo o autor, como “uma tentativa de enxergar mais além” (CRYSTAL, 2005, p. 11), tentando trazer uma prespectiva actual sobre as tendências linguísticas já discutidas nos seus outros três livros publicados entre 1997 e 2001: English as a Global Language, Language Death e Language and the Internet.
O livro tem a edição da Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro com publicação de 2005.



O ESTUDO: Recensão do livro A revolução da linguagem, David Crystal
David Crystal, no seu livro A revolução da linguagem, propõe-se a fazer um estudo sobre um tema do qual não se conhecem muitos relatos: as revoluções de que a linguagem está sujeita. Com o livro a apresentar-se dividido em capítulos, Crystal desenvolve didacticamente os factores que segundo ele influem e caracterizam essa revolução.


1. O futuro dos “ingleses”
O autor descreve uma estranha dicotomia: quanto mais falantes de inglês há, menos se fala o inglês nativo, pois quanto mais uma língua se espalha, mais ela muda. Em cada região aonde o inglês é adoptado, ele sofre adaptações linguísticas que reflectem necessidades comunicacionais. Há adaptações lexicais, com vocábulos a ganharem novos significados e/ou palavras nativas a serem incorporadas no vocabulário. Essa inclusão de expressões emprestadas é que torna o inglês uma “língua-aspirador” (CRYSTAL, 2005, p. 38), que suga termos com muita facilidade. Isso, aliado ao facto dos novos falantes se comunicarem em simultâneo em duas ou mais línguas, provocando o fenómeno de “mudança de código” (Crystal, 2005, p. 40), é que vem estimulando o aparecimento do que Crystal (2005) chama de “novos ingleses”.
Para o autor, ser-se bilingue ou multilingue é uma condição inata do ser humano, pelo que ele preconiza como possível o surgimento de um mundo triinglês, com três níveis: o básico (ou dialecto familiar), o inglês-padrão nacional (aprendido na escola) e o inglês-padrão internacional (que não pertenceria a nenhuma região em particular). Isso provocaria o aparecimento de falantes tridialetais do inglês.
Para terminar o primeiro capítulo, Crystal questiona o futuro da identidade das outras línguas quando uma língua se torna dominante em um país e que efeitos poderia ter a nível mundial se o inglês se tornasse língua única, o que seria, segundo Crystal (2005) “um desastre intelectual de uma escala sem precedentes”.

2. O futuro das línguas
As línguas tendem a coexistir em permanente contacto. Essa concomitância trás vitalidade e, trás também, o empréstimo de palavras. Esse empréstimo é algo bom, segundo Crystal (2005, p. 58), “… valorizo cada empréstimo que tenho em meu reportório linguístico…” e os que se opõem a tal prática não conseguirão vincar a sua opinião pois, “…que a língua humana não pode ser controlada” (CRYSTAL, 2005, p. 56). Para o autor existem dois tipos de empréstimos de palavras: para aquelas que nunca foram expressas antes numa língua e para aquelas que já tinham sido expressas de forma aceitável na língua nativa. Essa oposição incide particularmente sobre esse segundo tipo de empréstimo, pois receia-se que essa nova palavra venha a substituir a anterior, receio esse infundado na opinião de Crystal (2005, p. 56), pois “…a nova palavra não tem de substituir a antiga, mas pode suplementá-la”.

O autor traz-nos um dado preocupante em relação às ameaças que recaem sobre as línguas: “…em média, uma língua morre a cada duas semanas” (CRYSTAL, 2005, p. 58) e identifica o inglês como agente decisivo no desaparecimento de línguas em várias partes do mundo. E quando é que uma língua morre? Segundo Crystal (2005, p. 60) “…morre quando a penúltima pessoa que a fala desaparece, pois então a última não tem mais ninguém com quem conversar”. A assimilação cultural é outro factor de ameaça às línguas. Quando uma cultura assimila outra, existem três grandes estágios: primeiro, há uma grande pressão sobre a população para que use a língua dominante; segundo, há um período de bilinguismo emergente, em que as pessoas expressam-se com fluência na língua dominante mas ainda fazem uso da antiga; por fim, os jovens adquirem maior domínio da língua nova e não encontram necessidade de usar a antiga.

Para combater essas ameaças o autor lança como grande desafio do século XXI a documentação das línguas (gravar, analisar e escrever), pois é imprescindível tanto a nível educacional como para a preservação da diversidade intelectual e cultural.

3. O papel da Internet
Segundo Crystal (2005, p. 75), “A aquisição da Internet pelo público foi o terceiro elemento que contribuiu para o carácter linguístico revolucionário da década de 1990”. Ela trouxe novas formas de interacção humana, condicionadas pela capacidade linguística produtiva (através do teclado) e pela capacidade linguística de recepção (através da tela). Apesar de agora ser possível uma interacção simultânea em várias conversas, essa tecnologia peca pela falta de retorno simultâneo de uma conversa face a face. O autor introduz um novo conceito, o netspeak, que “…é mais compreendida como uma linguagem escrita que foi empurrada em direcção à fala do que uma linguagem falada que foi escrita.” (CRYSTAL, 2005, p. 89). O netspeak é uma nova forma de se comunicar que mudou a personalidade formal das línguas e trouxe novas oportunidades às linguas que a usam. O caractér revolucionário da Internet deve-se também ao facto de oferecer um espaço para todas as línguas, sem excepção. Este espaço faz com que uma língua tenha uma presença real mesmo que ela seja minoritária, sendo somente condicionada pela dificuldade de se representar as letras de uma língua com exactidão no teclado. Para o autor, essa proliferação de línguas na Internet é de se louvar pois “a minha impressão é que o futuro do multilinguismo na web parece promissor.” (CRYSTAL, 2005, p. 101).

4. Depois da revolução
Após apontar os factores que estão na origem dessa revolução na linguagem (o surgimento do inglês como língua mundial, as ameaças às línguas e a Internet), o autor incentiva as pessoas a se apropriarem dos benefícios que dela advém, pois “…como sempre ocorre nas revoluções, compete aos indivíduos tirar proveito delas.” (CRYSTAL, 2005, p. 104). Actualmente, na nossa aldeia global, é-se requerido às pessoas que se tornem multilingues, não significando com isso que se domine por completo as línguas, mas que haja “…uma mistura dinâmica de diferentes níveis de competência, que estão sempre se modificando conforme mudamos de circunstâncias…” (CRYSTAL, 2005, p. 106). Nessa condição de multilinguismo não será necessário traduzir-se tudo de uma língua para outra, porque conforme Crystal (2005, p. 108), “O multilinguismo não se desenvolveu para nos capacitar a traduzir tudo para outras línguas, mas a fim de satisfazer as necessidades comunicativas pragmáticas de pessoas e comunidades individuais”. Deve-se, portanto, avançar com a tradução somente quando necessária e exequível.
Através de uma política linguística inclusiva, valorizando as línguas de igual forma e de um contacto desde cedo com as línguas é que se pode lidar com esses novos conceitos que emergiram com a revolução linguística. Para Crystal (2005, p. 113) “…o único conceito que se relaciona bem com o mundo multilíngue é o do portfólio de línguas […] É isso que precisa ser operacionalizado no currículo das escolas e nos demais lugares”.
É preciso que as pessoas tenham consciência da existência e da dimensão do problema das ameaças às línguas. Mas como conseguir isso? A resposta, segundo o autor, está nas artes, pois “…se queremos encontrar um meio de passar a mensagem sobre línguas ameaçadas para todos de forma mais directa e simpática, deveríamos usar as artes ao máximo.” (CRYSTAL, 2005, p. 121). Através das artes é possível ao problema alcançar maior visibilidade, tanto nos meios de comunicação como na escola e principalmente nas casas.


A ANÁLISE: Apreciação Crítica
O livro A revolução da linguagem, de David Crystal é uma obra bem conseguida que transmite informações científicas de forma agradável e criativa. Com uma linguagem acessível, o autor consegue expor as suas teorias de maneira compreensível ao longo de todo o texto.
Apesar do livro ter como título A revolução da linguagem, o autor foca-se em particular na língua inglesa, estudando os factores que lhe deram primazia e, também, as suas condicionantes. Crystal identifica diversos domínios que tornaram o inglês preeminente, desde a política (com o inglês a ser usado de forma oficial ou como língua de trabalho na maioria das organizações internacionais), passando pelo cinema e música popular, bem como a educação e comunicações sem esquecer a própria Internet.
De leitura fácil, o livro procura despertar na consciência dos leitores a necessidade de se preocupar em proteger as línguas e, como essa é uma tarefa de todos, o autor visa atingir um público vasto, não selectivo, onde trás um forte apelo: “Consciencializar as pessoas do sentido de ‘alerta vermelho’ da questão em escala global é, provavelmente, a iniciativa linguística mais crítica a ser tomada no novo milénio.” (CRYSTAL, 2005, p. 73).
O autor remete as referências das citações para o fim do livro, o que pode tornar a verificação bibliográfica algo difícil, mas todos os capítulos estão bem estruturados e concluídos sempre de forma sintetizada.
Durante a leitura não é fácil evitar-se transpor essas experiências para a realidade da língua Cabo-verdiana e levantar-se certas questões: estará ela ameaçada de extinção? Se sim, em que estágio nos encontramos? Que políticas de revitalização adoptar? E, como divulgar a nossa língua através da Internet se os teclados não estão configurados para reconhecer todos os nossos caracteres?
Em suma, A revolução da linguagem, de David Crystal é uma obra de referência com conceitos novos e interessantes e é finalizado com recomendações pertinentes. Recomenda-se.




Bibliografia
CRYSTAL, David, A revolução da linguagem, trad. de Ricardo Quintana, Jorge Zahar Editor, Ltda., Rio de Janeiro, 2005

JORGE ZAHAR EDITOR, Catálogos de Autores, David Crystal, Disponível em: <http://www.zahar.com.br/catalogo_autores_detalhe.asp?aut=David+Crystal>. Acesso em: 22 de Junho de 2009