Os bons terão sempre lugar no jornalismo

Antigo director da Televisão de Cabo Verde, Daniel Medina é Professor Doutor da Universidade Lusófona de Cabo Verde (ULCV), no curso de Ciências da Comunicação. Jornalista, cronista de rádio e jornal, comentador da televisão, Medina é um comunicador nato. Nha Terra Online foi conhecer o autor de Pela Geografia do Prazer que se prepara para lançar novo livro no mercado e saber a sua opinião sobre o jornalismo caboverdiano, a sua vida de docente, entre outras questões.

Banalização da Profissão de Jornalismo em Cabo Verde

Em vários artigos nossos publicados em Cabo Verde temos vindo a alertar o Governo e aos cidadãos, pela degradação galopante do nosso “jornalismo”. Colocamos aqui a palavra jornalismo entre aspas, porque em nosso entender não existe o jornalismo cabo-verdiano.

Diversidade de Cursos na Comunicação

Uma das causas apontadas para menos vestibulandos interessados em Jornalismo é o número de opções relacionadas à comunicação. Muitos com vocação para cinema e fotografia, por exemplo, acabavam no curso por falta de opção. Existem alguns cursos de graduação e de tecnologia que podem estar por trás do fenômeno.

Como fazer um Resumo

O resumo é uma forma de reunir e apresentar por escrito, de maneira concisa, coerente e frequentemente selectiva, as informações básicas de um texto pré-existente. É a condensação de um texto, pondo-se em destaque os elementos de maior interesse e importância.

Bibliotecas Virtuais

grande referência na área de bibliotecas virtuais, com os sites mais importantes para informação e comunicação sobre ciência e tecnologia

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Palestra "Escola Inclusiva" na ULCV

Em cima: Dra. Ana Maria Benárd da Costa, especialista na temática de escola inclusiva.

Em cima: Professor Doutor Tito Carvalho, Magnífico Reitor da Universidade Lusófona de Cabo Verde
Em cima: Engenheiro Montenegro Fiúza, Administrador da Universidade Lusófona de Cabo Verde


Conceito de Escola Incusiva debatido na Universidade Lusófona




O conceito de Escola Inclusiva esteve em discussão ontem (28), no Auditório da Universidade Lusófona de Cabo Verde.
O tema foie apresentado pela especialista portuguesa, Drª Ana Maria Benárd da Costa (foto), que veio de Portugal à convite da Delegação do Ministério da Educação e Ensino Superior (MEES), de São Vicente.
"A inclusão é uma luta contra a maré, porque tem que começar com a família para a sociedade. Na educação inclusiva a escola tem a obrigação de olhar para todos", afirma Benárd da Costa, para quem "uma criança com dificuldades precisa de um bom professor". Ler tudo...

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SECÇÃO: Educação

29 Jan, 06:31h

Imagem de arquivo
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É preciso reestruturar a cultura, a prática e as políticas nas escolas

“EDUCAÇÃO INCLUSIVA” FOI DEBATE NA UNIVERSIDADE LUSÓFONA

Mindelo, 29 Janeiro - O pólo da Educação de São Vicente promoveu, na Universidade Lusófona de Cabo Verde, uma conferência sobre o tema “Educação Inclusiva”, cuja conferencista, Ana Bernard Costa, deu a conhecer que a educação inclusiva é um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular.
Para Bernard Costa, com a Educação Inclusiva, pretende-se uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas, durante vários anos, nas escolas de modo que elas respondam à diversidade de alunos. Trata-se de uma abordagem humanística, democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objectivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos. Ler tudo...

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Inauguração Biblioteca da ULCV

Documentário "Mindelo tráz d'horizonte" na ULCV

Foi num ambiente descontraído que a turma de 2º Ano de Ciências de Comunicação recebeu parte da equipa que produziu e realizou o documentário “Mindelo traz d’horizonte” nas instalações da Universidade Lusófona para ver uma obra que é um verdadeiro hino à Ilha do Monte Cara.
Uma aula de Arte, Cultura e Comunicação diferente, completamente prática, se assim se pode dizer. Depois de um seminário com o conhecido artista plástico Kiki Lima, que nos comunicou a sua visão da arte e da cultura, agora tivemos a oportunidade de apreciar um documentário de excelente qualidade, tanto a nível artístico como técnico. Disso é prova os onze festivais internacionais em que esteve presente e os três prémios conseguidos, dentro os quais o de realização e o de imagem.
Da esquerda para a direita: Professor Doutor Alfredo Brito, Fonseca Soares, Yanis Fotou e Alexis Tsafas.
Para um momento de interactividade, estiveram connosco, o grego Alexis Tsafas que é o Realizador, Fonseca Soares, Director Artístico e Yanis Fotou – também grego – que é o Director de Fotografia. O momento foi aproveitado pelos alunos para saberem, de entre outras coisas, o porquê da escolha do tema/título, as dificuldades e desafios, qual o papel de um director de fotografia, etc..
Ver o minitrailler do documentário


daivarela
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27-1-2010
A equipa de filmagens da longa-metragem "Futcera" visitou a Universidade Lusófona, em Mindelo.
O realizador Alexis Tsafas, o director artístico Fonseca Soares e o director de fotografia Yannis Fotou foram a uma aula da disciplina de Arte, Cultura e Comunicação.
Os alunos, que frequentam o 2º ano da licenciatura em Ciências de Comunicação, puderam ainda ver o documentário "Mindelo traz d'horizonte".
Este foi o primeiro filme da Crioula Produções, que agora está a rodar "Futcera".
As gravações estão a acontecer em Chã de Cricket, numa casa em frente às instalações da Universidade Lusófona.
O enredo de "Futcera" é adaptado de "A Pombinha e a Feiticeira", uma história tradicional de Santo Antão, que foi passada para o papel por Napoleão Figueira.
Rodado inteiramente em São Vicente, o filme conta só com actores cabo-verdianos.
27-1-2010, 13:36:41
VQ, Expresso das Ilhas

terça-feira, janeiro 26, 2010

Conferência "Escola Inclusiva" na ULCV



CONFERÊNCIA
Escola Inclusiva


PALESTRANTE
Dra. Ana Maria Bénard da Costa

LOCAL

Auditório da Universidade Lusófona de Cabo Verde - Baltazar Lopes da Silva

DATA
28 Janeiro

HORA
18h30

Inauguração da Cantina ULCV

Demorou (muito) mas, honestamente, valeu a pena. Depois de alguma reclamação, eis que nos é apresentada a Cantina da ULCV. Uma inauguração que teve direito até ao corte de fita e discurso e como prometido a COMMUNICARE esteve presente para fotografar a inauguração – vale ressaltar que de tão ávido em documentar este momento, que levamos a máquina sem carga na bateria e que as fotos foram gentilmente cedidas pelo Administrador da ULCV.

Um espaço agradável e acolhedor, esta é a nossa Cantina. Pela reacção de todos os presentes este será o espaço de convívio por excelência da nossa Universidade e ainda vem com um bónus: os preços são mesmos muito gostosos.

Para desgosto das meninas, já está decido: a televisão oficial da Cantina é a SportTV; nada de telenovelas.

domingo, janeiro 24, 2010

Distinguido o Edifício da Universidade Lusófona





23-jul-2009
ImageO Edifício da Universidade Lusófona Baltazar Lopes da Silva no Mindelo, obra dos arquitectos Joana Castanheira e André Ferreira ,foi distinguido pelo "Concurso Habitar Portugal" como uma das dez melhores obras portuguesas de arquitectura construídas no estrangeiro.

1247657662u3lyg6db2zl29up6Iniciativa do Conselho Directivo da Ordem dos Arquitectos de Portugal, a edição 2006/2008 do "Concurso Habitar Portugal", "propunha levar ao público a diversidade da produção arquitectónica portuguesa e mostrar obras relevantes de arquitectos portugueses, nos últimos três anos, quer em território português, quer no estrangeiro".

A obra de reconversão do antigo Hotel 5 de Julho que alberga, hoje, as instalações da Universidade Lusófona de Cabo Verde ficou concluída em 2006 e conjugou a recuperação faseada do conjunto edificado e a transformação dos espaços em função da sua nova utilização. 1247659750g9lgl6nt1fa21xy2

"O reflexo mais visível da intervenção centrou-se nas circulações interiores e nos alçados, na tentativa de atribuir ao edifício o sentido de escala e dignidade formal apropriados. Procurando o máximo de resultados com o mínimo de intervenção, adaptaram-se salas, alargaram-se corredores e reformularam-se fachadas com novas entradas de luz e circulações de ar protegidas por grelhas metálicas de sombreamento inspiradas nas portadas mindelenses. A adaptação cromática à realidade local, o comportamento térmico e a construção com os recursos locais foram os princípios orientadores de toda a concepção projetual", explica o portal electrónico da Universidade Lusófona.

Fonte: Câmara Municipal de São Vicente

Entrevista com o Presidente da COFAC (Outubro 2005)

Criado em 1989, o projecto educativo Universidade Lusófona é hoje a maior Universidade privada portuguesa. Com cerca de 13.000 alunos em Portugal (dos quais 400 de origem caboverdeana), mais de 20.000 no total dos estabelecimentos que possui, e 1.000 professores, exerce a sua actividade de ensino e formação, para além de Portugal, também no Brasil, Moçambique, Angola e Guiné. A última autorização, ocorrida em Setembro de 2005, é precisamente para a Cidade do Mindelo-Cabo Verde, num processo conduzido pela Câmara de Comércio Indústria e Turismo Portugal Cabo Verde e com a colaboração exemplar das autoridades caboverdeanas, Ministério da Educação e Valorização dos Recursos Humanos e Câmara Municipal de São Vicente.

Sendo por demais conhecida a importância que Cabo Verde atribui ao desenvolvimento e valorização dos seus Recursos Humanos não poderíamos deixar em claro a oportunidade de conhecer a Universidade Lusófona. Para isso conversámos com o Presidente do Conselho de Administração da COFAC, entidade gestora do Grupo Universidade Lusófona, Professor Doutor Manuel Damásio.

Hoje em dia a Lusófona é reconhecida como a maior Universidade privada em Portugal
Não há propriamente um reconhecimento. É uma constatação. Pelo número de alunos e de professores, pela quantidade e Qualidade das instalações somos, à luz destes critérios, a maior Universidade não-estatal portuguesa. Maior do que a Universidade Católica, mais importantes que uma boa parte das universidades do Estado. Temos uma posição razoável no conjunto de universidades em Portugal. Temos cerca de 10.000 alunos só aqui na Lusófona. No Grupo Lusófona, agora com a Lusófona do Porto, de há um ano para cá, mais o Ensino Politécnico, subiremos para 13.000 alunos, em Portugal. No conjunto dos países em que estamos presentes temos mais de 20.000 alunos.

Quantos alunos serão caboverdeanos?
Aqui na Lusófona 400 alunos caboverdeanos. Fora da Lusófona serão mais alguns. Já se formaram aqui na Lusófona largas dezenas, talvez centenas, de caboverdeanos. E alguns deles vão agora ser docentes na Universidade Lusófona de Cabo Verde; outros desempenham cargos de grande relevância em Cabo Verde.

A Universidade Lusófona está inserida numa “família europeia de ensino”. Possui um relacionamento com outros estabelecimentos e organismos através da Europa. Que benefícios poderá Cabo Verde obter desta ponte que agora se estabelece?
Os cursos da Lusófona são reconhecidos e aceites na União Europeia à luz da legislação comunitária. A
Universidade Lusófona de Cabo Verde pertence ao Grupo Lusófona. E como tal os cursos e o ensino em Cabo Verde serão reconhecidos em todo o Grupo. Tal como os professores e alunos que poderão transitar para outros estabelecimentos do Grupo Lusófona com equivalências garantidas. Os caboverdeanos que obtenham os seus graus académicos na ULCV têm praticamente resolvido o problema de reconhecimento na União Europeia. Bem como o acesso a programas comunitários de apoio. É uma facilidade muito grande. Inclusivamente em termos de relações internacionais, e na ULCV criar-se-á também um gabinete de Relações Internacionais, iremos tentar que ULCV se filie e faça parte desta rede internacional. Tanto na Europa como na América e em África. Ler toda a entrevista...


Fonte: www.portugalcaboverde.com

Isaura Gomes recebeu distinção da Universidade Lusófona

A presidente da Câmara Municipal de São Vicente recebeu esta manhã, 7 de Outubro, a medalha de ouro de reconhecimento e mérito da Universidade Lusófona de Cabo Verde.

Segundo o presidente do Conselho de Administração do Grupo Lusófona, Isaura Gomes tem sido "uma cidadã empenhada nos valores democráticos".

Além disso, acrescentou Manuel de Almeida Damásio, "prestou elevados serviços à educação e ensino superior em Cabo Verde" e "promoveu os valores da lusofonia".

Isaura Gomes agradeceu o reconhecimento e defendeu que o Mindelo deve "continuar a investir na educação e na formação".

Além disso, a autarca apelou aos alunos para serem "mais inconformistas, mais exigentes com os professores e com o ensino".

A distinção aconteceu durante a sessão solene do Dia da Universidade, que marcou o segundo aniversário do início das aulas na instituição, situada no Mindelo.

"Vai ser um ano difícil, mas também susceptível de abrir novas oportunidades", considerou o Reitor Tito Ferreira de Carvalho.

O dirigente da Lusófona revelou que, já em Janeiro, vão ser abertos os primeiros cursos de pós-graduação.

Outro projecto da instituição é a construção de um auditório e uma biblioteca, acrescentou Carvalho.

Já o presidente do Grupo Lusófona prometeu a criação de bolsas de estudo para alunos mais desfavorecidos, com o apoio da Fundação Manuel Pimenta, com sede em Portugal.

Durante a cerimónia foi também distinguido o melhor aluno do ano lectivo 2008/09, Emanuel Lima Jesus Lopes, do 2º ano da licenciatura em Comunicação Social.


Fonte: Jornal Expresso das Ilhas

Diversidade de Cursos na Comunicação

Uma das causas apontadas para menos vestibulandos interessados em Jornalismo é o número de opções relacionadas à comunicação. Muitos com vocação para cinema e fotografia, por exemplo, acabavam no curso por falta de opção. Existem alguns cursos de graduação e de tecnologia que podem estar por trás do fenômeno.

Graduação

* Cinema/Produção Audiovisual
Elabora e produz audiovisuais artísticos, jornalísticos e documentais para cinema, TV e vídeo. Pode atuar ainda com animação e games. O setor audiovisual (cinema, publicidade e TV) cresce no país, com boas perspectivas para os formandos. O Rio Grande do Sul é um dos polos na área.


* Comunicação Digital
Usa as diferentes linguagens digitais para propor soluções na área da comunicação.
O profissional pode ainda gerenciar negócios ou trabalhar em pesquisa. O mundo digital favorece novas carreiras e oportunidades no campo da comunicação. Há mercado na produção jornalística para desenvolver projetos gráficos e no processo de conservação de produtos culturais e de informação para o meio digital (editoração).


* Produção Editorial
Determina o tipo e o tamanho de letras, o papel e as cores, a paginação, as fotos e ilustrações. Estabelece a tiragem, a época de lançamento e a distribuição de uma publicação. Para isso, supervisiona o processo de produção, controla prazo e orçamento. Pode desenvolver e coordenar projetos editoriais nas mídias impressa, eletrônica e digital. A área de atuação é bastante ampla com a expansão de setores como o didático e o religioso.


Tecnológicos

* Comunicação Institucional
Atua administrando a comunicação institucional e mercadológica da empresa visando à sintonia de interesses com públicos interno e externo. Previsto para os mais diversos setores da economia na área da comunicação em assessoria de imprensa, setores de marketing e administração.


* Design Gráfico
Propõe soluções criativas e inovadoras com o domínio da linguagem e de técnicas que facilitam o processo de produção de livros, páginas de jornal, revistas e publicações e mensagens visuais. A comunicação visual exige capacidade para o uso de materiais, processos e tecnologias.


* Fotografia
Opera equipamentos fotográficos e utiliza técnicas de produção para captar imagens analógicas e digitais. O profissional atua de forma autônoma prestando serviços ou como empregado em estúdios, assessorias de comunicação, instituições de ensino. Pode trabalhar com arquitetura, moda, sociedade, entre outras.


* Produção Audiovisual
Atua na realização de obras de ficção e documentários, tendo como suportes a película cinematográfica e os meios eletrônicos e digitais. O Estado é o terceiro polo de produção audiovisual do Brasil. Nos últimos 20 anos, filmes, vídeos e programas de TV produzidos no Estado conquistaram o respeito da crítica, um bom espaço no mercado nacional.




Fonte: www.mundovestibular.com.br

sábado, janeiro 23, 2010

Pérolas do Vestibular

Todos os anos, após os vestibulares, as "pérolas" aparecem. Creio que há um certo exagero e muitas podem ser criação de brincalhões. São muito engraçadas, mas que assustam, assustam.


* "(...) quanto à opinião pública, podemos dizer que ela é mutável. Por exemplo: na hora do parto, a mulher pode optar pelo aborto."

* "A comunicação é importante porque comunica algo entre duas ou mais pessoas que querem se comunicar"

* "O Press release tem esse nome porque realiza as coisas com pressa".

* "O problema da comunicação social no Brasil é que ela é dirigida por brasileiros, deveríamos trazer os americanos.

* "O endomarketing é como se fosse o marketing endovenoso."

* "Eu acho que a resposta é não. Como o professor deve ter pensado numa armadilha, respondo que é sim.

* "O público mixto é composto por aquelas pessoas que entram e saem da empresa. Ou seja nunca estão totalmente dentro, nem totalmente fora."

* "(a questão dizia que a afirmativa era CORRETA, pedia a justificativa somente). "Disconcordo com a questão. Ela não pode ser positiva. Nunca fiz prova que o professor dissesse que era afirmativa uma questão. Deve ser uma pegadinha, tipo do Faustão.

* "A comunicassão social e feita de mim para voçês"

* "A televisão é influenciativa em nossas vidas. Quantas vezes não compramos um tênis porque vemos na TV? A programação deveria ser mais educante(...)".

* "A empresa e o público ixterno caminhão juntos, incluindo aí a emprensa."

* "O proficional de comunicação tem um mercado bundante a sua disposição, afinal, todos se comunicam na terra(...)".

* "O ruído realmente atrapalha muito a comunicação. Aqui na universidade fico atordoado quando passa o trem, quase não ouço o professor. As salas deveriam ser à prova de som".

* "O fidibeque é a mesma coisa que a retroinformação, ou seja a informação que vem por trás."

* "A comunicação é uma junção da verdade com a falsidade, afinal fofoca é uma coisa feia e é comunicação".

* "Faço comunicação porque acho importante ser comunicadora, mas não acho importante ler jornal (suja a mão), nem ficar em casa vendo TV. Acho melhor me comunicar entre si."

* "A comunicação é moderna porque usa modernidades da atualidade."

* "Os principais meios utilizados pelas comunicação são: meios orais (que são falados), meios auditivos (que são ouvidos) e mais tácteis (que são sentidos)."

* "A comunicação é de massa porque precisamos utilizar a massa cinzenta para compreendê-la".

* "Marketing em português é mercado, marketing pessoal, portanto é o mercado que freqüentamos."

* "Ao utilizarmos a comunicação nos comunicamos."

* "Se a comunicação é pessoal, envolvendo o emissor e o receptor, como podemos pensar em comunicação empresarial? A empresa se expressa por si só?"

Fonte: http://www.releituras.com

Sport TV lança canal para os PALOP e outro dedicado ao golfe


A Sport TV vai lançar em breve mais dois canais desportivos, um dirigido aos países africanos lusófonos e outro dedicado ao golfe, tendo recebido a aprovação do organismo regulador dos media para o início de emissões.

Na nota a ERC explica que o Sport TV é "direccionado para os PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa], sendo Angola o primeiro território, e será distribuído em formato digital e com especial atenção às emissões em HD [alta definição], encontrando-se assegurado o acesso por satélite".

Segundo a mesma fonte o canal internacional dirigido à África Lusófona vai ser preenchido com programação resumida dos canais de desporto já emitidos pela Sport TV.

A Sport TV, detida pela Zon e pela Controlinveste, conta já com quatro canais por cabo: Sport TV, Sport TV2, Sport TV3 e Sport TV HD.

Fonte: OJE - O Jornal Económico

Carteira Internacional de Jornalista


A carteira internacional de jornalista é da FIJ (Federação Internacional de Jornalistas) e emitida pela FENAJ. Para obtê-la, por exigência da FIJ, o jornalista precisa estar sindicalizado e preencher um formulário fornecido pelos Sindicatos. É necessário ainda, anexar cópia da carteira de jornalista nacional, na validade, e duas fotos 3x4, para a primeira vez, (uma foto no caso de renovação). Ainda para a renovação é necessário anexar cópias da carteira anterior ou o original da antiga.

A carteira internacional é o documento de identificação do jornalista no exterior. O titular da cédula internacional tem benefícios - desconto ou gratuidade - no ingresso de cinema, museus, espetáculos, etc, que variam de país a país. Outra finalidade importante do documento é facilitar o acesso às entidades sindicais filiadas à FIJ e a eventos profissionais. Dessa forma, fica mais fácil encaminhar solução de problemas que possam surgir quando o jornalista está em outro país. O custo da carteira da FIJ é 40 euros para jornalistas sindicalizados em dia e 80 euros para inadimplentes com a tesouraria dos Sindicatos.

Fonte: Federação Nacional dos Jornalistas Brasileiros

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Código Deontológico dos Jornalistas Portugueses


Os jornalistas portugueses regem-se por um Código Deontológico que aprovaram em 4 de Maio de 1993, numa consulta que abrangeu todos os profissionais detentores de Carteira Profissional. O texto do projecto havia sido preliminarmente discutido e aprovado em Assembleia Geral realizada em 22 de Março de 1993.

1.O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.

2.O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais.

3.O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos.

4.O jornalista deve utilizar meios leais para obter informações, imagens ou documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja. A identificação como jornalista é a regra e outros processos só podem justificar-se por razões de incontestável interesse público.

5.O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista deve também recusar actos que violentem a sua consciência.

6.O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas.

7.O jornalista deve salvaguardar a presunção da inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado. O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor.

8.O jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade ou sexo.

9.O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. O jornalista obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas.

10.O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas Portugueses

Ver Também: Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros

Planeamento e Ordenamento do Território na ULCV


Aconteceu na quinta-feira (21) no Auditório da Universidade Lusófona de Cabo Verde Baltazar Lopes da Silva, uma palestra intitulada Melhor Planeamento e Ordenamento do Território.

A referida palestra teve como objectivo trazer contributos para o modelo de Planeamento e Ordenamento do Território em S. Vicente e foi apresentada pelo Professor Engenheiro Noé Duarte.

COMMUNICARE

“Há alguma construção selvagem no Mindelo”

Um dos principais problemas do Mindelo, no que toca ao planeamento urbano, é "alguma construção selvagem".

O alerta é do português Noé Duarte, que deu ontem, 21 de Janeiro, uma conferência na Universidade Lusófona de Cabo Verde - Baltasar Lopes da Silva.

O novo Plano Director Municipal (PDM) da ilha "há de repor a legalidade", afirmou o engenheiro.

Recorde-se que o processo de revisão do PDM de São Vicente está a decorrer, a cargo de um consórcio formado pelas empresas Cese (Cabo Verde) e Diâmetro (Portugal).

E ontem, este foi um dos temas da conferência "Melhor Planeamento e Ordenamento do Território é possível: contributos para o modelo de Planeamento e Ordenamento do Território em São Vicente".

E Noé Duarte, da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, de Lisboa, defendeu a importância das correcções torrenciais.

"Vimos há pouco tempo as ruas do Mindelo transformadas em rios, com um leito estreito, que não consegue fazer o escoamento da água", lembrou.

Por outro lado, Duarte falou do "ciclo vicioso" ligado ao "problema grave de falta de água".

"Quando não chove, não há água. Quando chove, também não há água", explicou.

"As bacias de retenção que havia desapareceram porque não houve obras de manutenção. E o Mindelo tem um excesso de impermeabilização dos solos, o que impede a recarga dos lençóis freáticos", lamentou o docente.

"É fácil fazer bacias de retenção. O mais difícil é fazer com sustentabilidade, prevendo a manutenção dessas estruturas. Senão, em dois, três anos, já não servem de nada", concluiu.

22-1-2010, 17:42:49
VQ, Expresso das Ilhas

UNIVERSIDADE LUSÓFONA ORGANIZA PALESTRA SOBRE PLANEAMENTO E TERRITÓRIO

A palestra foi proferida por Noé Duarte
A palestra foi proferida por Noé Duarte
Mindelo, 22 Janeiro - A Universidade Lusófona de Cabo Verde (ULCV) realizou uma palestra com o tema “melhor planeamento e ordenamento do território é possível” proferida por Noé Duarte.

A palestra procurou abordar os contributos para o modelo e planeamento e ordenamento do território, em São Vicente.

O administrador da ULCV, Montenegro Fiúza, sublinhou a pertinência desse tema para a actualidade, não só para São Vicente, dizendo ser importante que as universidades acompanham o ritmo e os assuntos de desenvolvimento das sociedades.

A Presidente da Câmara de S. Vicente, Isaura Gomes, mostrou-se satisfeita com o evento que coincide com as festividades do município, afirmando ser o tema discutido “complexo, multifacetado e multidisciplinado”, ao mesmo tempo que convidou os organizadores a levarem mais eventos do género a Mindelo para debates.

NDelgado, Liberal Online

terça-feira, janeiro 19, 2010

Palestra na ULCV


Melhor Planeamento e Ordenamento do Território é possível

Contributos para o modelo de Planeamento e Ordenamento do Território em S. Vicente



PALESTRANTE
Professor Engenheiro Noé Duarte

LOCAL
Auditório da Universidade Lusófona de Cabo Verde - Baltazar Lopes da Silva

DATA
21janeiro

HORA
18h30

"Futcêra", filme de ficção, está em rodagem em São Vicente

Ilustração: Imagens gentilmente cedidas pela Produção



A produtora caboverdeana, Criola Produções, está a rodar na ilha de São Vicente, a sua primeira história de ficção, “Futcêra”.


NhaTerra Online conversou com Mirtó Veríssimo, actriz e uma das produtoras que nos contou que as filmagens já vão em alguns dias, “há quatro dias que estamos a filmar. Os trabalhos irão decorrer em duas fases. Numa primeira fase filmaremos a maior parte das cenas interiores para depois, em Março, captarmos as cenas de exterior, como praças e mercados”, conta-nos Mirtó, para quem os constrangimentos finaceiros são a maior barreira a ultrapassar.


“Futcêra”, é uma história tradicional da ilha de Santo Antão, com adaptação de Fonseca Soares. “Ele agarrou o texto e transformando-o para o cinema”, diz-nos Mirtó que prevê a estreia para finais deste ano, “estamos a trabalhar de forma voluntária, com boa vontade de fazer cinema numa área pouco explorado e a dar os primeiros passos, por isso vamos devagar”. Ler tudo...



Fonte: http://www.nhaterra.com.cv/

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Políticas de comunicação e contexto mediático cabo-verdiano

Silvino Lopes Évora
RESUMO

Através do texto, Évora dá a conhecer as políticas para a comunicação social, as mudanças que advieram com a democracia e que tipo de serviço público é disponibilizado em Cabo Verde bem como a forma jurídica com que os media são geridas, numa linguagem clara e acessível.

A nível das políticas para o impresso, o autor afirma que o Estado extrapola aquilo que lhe é conferido pela Constituição em relação ao serviço público que deverá disponibilizar – radiodifusão e televisão – ao administrar um jornal (o jornal Horizonte) e ao possuir uma agência noticiosa (a Inforpress). Aponta como razões para não haver jornais diários a falta de informações, a pequenez do mercado, o fraco poder de compra e os baixos índices de leitura, não sendo assim, culpa das políticas do Governo para com a comunicação social. Os jornais que existem são semanários muitas vezes conotados aos partidos que podem ser criados livremente e o Estado não poderá financiar um jornal diário mesmo que inviável economicamente por não ser obrigado pela Constituição.

Diferentemente do sector impresso onde existe total liberdade de criação de novos títulos, para fundação de rádios é preciso seguir leis específicas do país e leis internacionais. Segundo Évora, a Rádio de Cabo Verde, estação pública, generalista, a Rádio Nova – Emissora Cristã que difunde para todo o arquipélago e a Rádio Comercial que teve que transpor a barreira política para se impor são as estações que apostam mais seriamente na informação. Após a abertura política, o monopólio público foi quebrado com as novas leis, entrando em cena as rádios privadas, de emissões regionais, mas que devido ao fraco bolo publicitário não é de se perspectivar uma forte aposta do sector privado.

Segundo a lei, tanto operadores públicos como privados podem operar no sector da televisão, carecendo apenas de um alvará, mas a lei não permite que uma única pessoa controle um canal televisivo e também proíbe a participação cruzada de investimentos para evitar a tentação da instrumentação da televisão. Évora declara que a lei exige aos privados a prestação de um serviço público que nem mesmo a televisão pública financiada pelo Orçamento de Estado é capaz de fornecer, introduzindo o conceito de televisão periódica para classificar a Televisão de Cabo Verde por ela se cingir a uma certa rotina temporal, afirmando que o serviço prestado está longe de atingir o estatuto legal de serviço público, pois ela não têm um conteúdo diversificado e nem tem uma cobertura nacional como estabelece a Constituição.

Apesar de o Governo ter-se comprometido a dotar os meios de comunicação públicos de condições, quer materiais, quer humanas, quer, ainda, jurídicas para que possam prestar um melhor serviço, Évora considera que a colectividade jornalística está mais débil do que nunca, especialmente por ser a classe política a apodera-se dos noticiários. Com a revisão da Constituição de 1999 o exercício do jornalismo ficou comprometido com a alteração da lei relativo ao direito de informação e à liberdade de expressão, possibilitando, assim, que os jornalistas pudessem ser processados por crimes de difamação, pois, a classe política achou que os jornalistas tinham excesso de poder nas mãos.

Concluindo, Évora afirma que os principais ganhos que a democracia trouxe para a área da comunicação foram a liberdade de publicação e a liberalização do sector radiofónico e que a entrada de novos operadores privados está condicionada à barreiras económicas e não à constrangimentos políticos.

daivarela

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Lei de Bases do Sistema Educativo

A lei de Bases do Sistema Educativo tem por finalidade a definição dos princípios fundamentais da organização e funcionamento do sistema educativo, abrangendo o conjunto das instituições de educação público e particular e é da competência do Ministério da Educação.

Cabe, ao Ministério da Educação, assegurar que todas as instituições educativas oficiais e particulares observem as disposições em vigor no ensino público, competindo-lhe ainda definir as condições de validação dos respectivos diplomas para efeito de obtenção de equivalência.

Esta lei veio conferir os deveres e direitos fundamentais do indivíduo no que concerne à educação, “Todo o cidadão tem o direito e o dever da educação”, bem como da actuação do próprio Estado, “O Estado promoverá progressivamente a igual possibilidade de acesso de todos os cidadãos aos diversos graus de ensino e a igualdade de oportunidades no sucesso escolar”.

Também, regula o funcionamento das instituições de ensino privado que a partir do início da década de noventa começaram a proliferar no nosso país, “O ensino particular observará o disposto na presente lei quanto aos princípios, estrutura e objectivos da educação, sem prejuízo da prossecução de finalidades específicas e de modalidades de organização que lhe sejam legalmente autorizadas”.


Um dos objectivos dessa lei é a formação integral do indivíduo e tem a eliminação do analfabetismo como tarefa fundamental, procurando dirigir o sistema educativo a todos os indivíduos independentemente da idade, sexo, nível socioeconómico, intelectual ou cultural, crença religiosa ou convicção filosófica de cada um.

O nosso sistema educativo está estruturado de forma a compreender os subsistemas da educação pré-escolar, da educação escolar, da educação extra-escolar complementados com actividades de animação cultural e desporto escolar numa perspectiva de integração.

Procurando proteger os mais necessitados, a lei confere ao Estado a responsabilidade de assegurar gradualmente os meios educativos necessários às crianças e jovens portadores de deficiências físicas ou mentais para que possam beneficiar de cuidados educativos adequados, visando a sua recuperação e integração socioeducativa.

À vertente da educação extra-escolar, com a educação básica de adultos que abrange a alfabetização e a pós-alfabetização numa perspectiva de elevação do nível cultural é concedida uma especial atenção, com os objectivos de eliminação do analfabetismo literal e funcional e a contribuição para a efectiva igualdade de oportunidades educativas e profissionais dos que não frequentarem ou abandonarem o sistema formal do ensino.

Para conseguir os recursos financeiros necessários a aplicação da nova Lei de Bases do Sistema Educativo fica aprovado que na elaboração e aprovação do Plano Nacional de Desenvolvimento e de Orçamento Geral do Estado deverá o sistema público de ensino ser considerado como uma prioridade da política nacional.

Para a administração e gestão da educação, o Governo fica incumbido de elaborar, coordenar, executar e avaliar a política educativa nacional, em conformidade com os imperativos do desenvolvimento do país, definidos no seu programa, cabendo ao Ministério da Educação proceder à sua concertação e a definição das normas pedagógicas e técnicas a aplicar na educação.

Uma das grandes novidades trazidas pela nova Lei de Bases do Sistema Educativo é o aumento dos anos de gratuitidade no sistema de ensino de seis para oito anos e a previsão do aumento gradual da obrigatoriedade do ensino até abranger o 12º ano de escolaridade no horizonte de 2015 em Cabo Verde.

daivarela

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Novo ano, novas [mesmas] promessas. Novo ano, velhos [mesmos] problemas.


Sentado lá ao fundo ouvindo o novo administrador da ULCV – o homem fala muito, e muito baixo – tive um sentimento de dejá vu, pois que eu já não era bem um virgem em matérias como bebedouro, biblioteca, sala de multimédia, fotocópia, etc., etc. e tal. Sobre esses temas eu poderia ser considerado um pécora mas virgem não.

O dom da oratória mora pelos lados da Reitoria e agora também da Administração, há que reconhecer. Se antes todos infrontavam quando o Reitor pedia aquele copo d’água para molhar os gorgomilos e continuar a falar mais umas duas horas, agora não tem jeito mesmo, como dizem os brasileiros. É que o Administrador não parece necessitar do copo d’água para manter o ritmo e falar… e falar até que o Rei faça anos. Pena que não havia um microfone que lhe amplificasse a voz.

Se é verdade que o Administrador é novo na ULCV e por isso beneficia de um certo estado de graça, também é certo que a gestão de uma Instituição não é feita aos solavancos, o que significa que neste momento ele deveria estar a cortar fitas, fazendo inaugurações de projectos que tiveram inicio há três, dois ou um ano atrás. A COMMUNICARE está ávida para estar presente e fotografar a inauguração de qualquer coisa na Lusófona. Qualquer coisa mesmo.

Espera-se que na próxima reunião no Auditório da ULCV seja para apresentar resultados, não mais promessas acerca das mesmas reclamações. É que já estou farto de reclamar das mesmas coisas, torna-se monótono, repetitivo. Queremos protestar acerca de coisas diferentes. Queria reclamar que não havia espaço para assistir a uma palestra de um Catedrático, que somente cinco alunos conseguiram ir à um intercâmbio internacional. Coisas diferente, tás a ver.

Mas também devo reconhecer que não só a Reitoria e Administração merecem críticas. Numa Universidade onde existe o curso de Ciências da Comunicação, que já vai no terceiro ano, nunca foi produzido um jornal de parede ou um folhetim, um pasquim que seja, quanto mais uma revista ou um jornal. E, em três anos não foi possível formalizar a Associação de Estudantes, pelo que acho que era melhor arrumar a casa para receber (reclamar) tudo o que de bom dizem que vem nos próximos dias.

daivarela

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Sala cheia na estreia de BITÚ do realizador Leão Lopes

A estreia do filme BITÚ do realizador Leão Lopes aconteceu na noite de ontem (8), no Auditório do Centro Cultural do Mindelo (CCM), perante uma sala lotada por um público ávido por ver cinema no grande ecrã.

Leão Lopes
O realizador de cinema e guionista, Leão Lopes mostrava-se também emocionado na estreia do documentário na sua cidade, "foi emocionante, porque de certa maneira não esperava uma afluência tão grande, foi interessante ter despertado curiosidade e interesse das pessoas".

Actualmente a exercer a actividade de professor universitário e investigador, Lopes diz-nos que essa estreia fê-lo aumentar a motivação, "essas situações assim reforçam bastante porque é gratificante quando mostramos um trabalho e tem público para ele, é um grande estímulo e motivação. Mas de uma maneira geral o público de São Vicente tem esse feeling de apoiar obras de criadores da sua cidade, têm uma envolvência, um carinho e calor especial" Ler todo o texto...


Fonte: www.nhaterra.com.cv




quinta-feira, janeiro 07, 2010

COMISSÃO DA CARTEIRA PROFISSIONAL DO JORNALISTA


Edital n.º 1/2009

A Comissão da Carteira Profissional (CCP), inicia o processo de emissão da Carteira Profissional do Jornalista e do Cartão de Identificação dos Equiparados a Jornalista, a partir da data da publicação deste edital.

Assim, nos termos do estipulado, no Decreto Regulamentar n.º 11/2004 de 20 de Dezembro:

1 - Todos os jornalistas e jornalistas estagiários deverão entregar no prazo de 30 (trinta) dias, a contar do dia 1 (um) de Janeiro de 2010, na CCP, sita na Casa de Imprensa, no Platô, Praia, ou através da CP-507, o pedido da emissão do título, acompanhado dos documentos abaixo indicados, bem como do comprovativo do depósito de 2.500$00 (dois mil e quinhentos escudos) na conta bancária nº 78079569101 no BCA:

a) – Cópia certificada do Bilhete de Identidade.
b) – Duas fotografias recentes a cores, tipo passe.
c) – Certificado de Habilitações Literárias.
d) – Documento comprovativo de que exerce a profissão em regime de ocupação permanente e remunerada, com indicação da categoria e funções, passado pela entidade empregadora, ou, na falta deste, declaração sob compromisso de honra subscrita por dois jornalistas profissionais, de que o requerente exerce a profissão naquele regime.
e) – Declaração assinada sob compromisso de honra, de que não se encontra abrangido por nenhuma das situações de incompatibilidade previstas no Estatuto do Jornalista e de que respeitará os deveres deontológicos da profissão.

2 – Os equiparados a jornalista, nos termos da Lei, deverão entregar no prazo de 30 (trinta) dias, a contar do dia 1 (um) de Janeiro de 2010, na CCP, sita na Casa de Imprensa, no Platô, Praia, ou através da CP-507, o pedido da emissão do título, acompanhado dos documentos abaixo indicados, bem como do comprovativo do depósito de 2.500$00 (dois mil e quinhentos escudos) na conta bancária nº 78079569101 no BCA:

a) – Cópia certificada do Bilhete de Identidade.
b) – Duas fotografias tipo passe.
c) – Certificado de Habilitações Literárias
d) – Declaração da entidade proprietária do órgão de comunicação social onde exercem a actividade de correspondente, comprovativa das funções aí desempenhadas.
e) – Declaração de compromisso de honra de que respeitarão os deveres deontológicos da profissão.

3 – A CCP estará aberta para recepção dos dossiers às terças e quintas das 17 às 19:00 horas e aos sábados das 09:30 às 12:00 horas.

Praia, 19 de Dezembro de 2009
A Presidente

Ana Reis

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Conceitos de Economia - IV


O Acordo De Cooperação Cambial

Entre Cabo Verde E Portugal: Algumas Notas De Balanço

Assinado em 19 de Março de 1998, a parceria estabelece uma relação de paridade fixa entre o escudo cabo-verdiano e o euro e vincula o país a uma política de estabilidade macroeconómica. O acordo cambial prevê ainda uma linha de crédito que será concedida pelo governo português ao país africano em caso de dificuldade na balança de pagamentos, com vista a assegurar a credibilidade e sustentabilidade da paridade.
De acordo com o Ministério das Finanças de Cabo Verde, desde a assinatura do acordo, a economia cabo-verdiana tem apresentado uma boa performance em termos de crescimento económico, de inflação, de défice orçamental e ainda de estabilidade macroeconómica.

Importa, em primeiro lugar, ter uma noção das dimensões económicas relativas dos dois países. Medida em termos de PIB, a economia caboverdeana representa menos de 0,5% da economia portuguesa embora em termos populacionais Cabo Verde represente 3,7% da população portuguesa. Trata-se, portanto, de duas escalas completamente diferentes e convém ter isto presente quando se discute o potencial de desenvolvimento das relações bilaterais.
Em segundo lugar, importa ter presente que Cabo Verde é fortemente dependente do exterior, representando as importações de bens e serviços cerca de 60% do PIB, (contra 27% das exportações) o que se traduz, como é óbvio, num forte défice externo de bens e serviços e coloca o país numa situação de forte dependência relativamente ao financiamento externo.
Importa, em terceiro lugar, ter presente a forte concentração das relações económicas externas de Cabo Verde com Portugal, seja a nível do comércio externo, seja a nível do movimento de capitais, seja a nível de transferências privadas decorrente da forte emigração de cidadãos de Cabo Verde para Portugal.
Ainda no que respeita às relações com Portugal convém não esquecer os laços históricos, culturais e linguísticos que existem entre os dois países, que actuam como factores permanentes de atractividade mútua e, consequentemente, como potenciadores de todo o tipo de relações económicas. Estes laços existem, como é óbvio, em relação a todos os países de expressão lusófona mas no caso de Cabo Verde assumem uma importância muito mais significativa a que não será alheia a maior proximidade geográfica. Ponderados todos estes elementos podemos dizer que existem condições para Cabo Verde e Portugal constituírem entre si uma zona monetária.

É uma zona monetária óptima?
Numa abordagem tradicional desta questão não será difícil concluir que as condições de optimidade não estão de forma alguma reunidas embora também não sejam inexistentes em termos absolutos. Com efeito, verifica-se um grau razoável de mobilidade de trabalho entre Cabo Verde e Portugal e, no que diz respeito a transferências para fazer face a situações de recessão, existem alguns mecanismos de ajuda bilateral. Numa perspectiva meramente bilateral, isto é, sem levar em consideração os compromissos de cada país no quadro das organizações de integração a que pertencem (CEDEAO e UE) a satisfação dos requisitos de optimidade de uma zona monetária entre Cabo Verde e Portugal não seria uma tarefa muito difícil. Seria apenas uma questão de vontade entre os dois países.

Fixemo-nos agora mais na perspectiva de Cabo Verde e consideremos a utilidade do instrumento cambial para fazer face a eventuais problemas de ajustamento externo.
Tendo em conta a dimensão económica absoluta do país, a estrutura das suas relações externas e a sua concentração com Portugal, e os objectivos fixados no que diz respeito à dinamização da economia interna (abertura, privatização, modernização e crescimento) não temos dúvidas em afirmar que a estabilidade cambial e a ligação a uma âncora credível é um bem mais útil do que uma qualquer pseudo autonomia em matéria cambial que só poderia gerar instabilidade, aumentando a fragilidade estrutural do país.

Não é difícil, assim, de concluir que a manutenção de autonomia em matéria de política monetária não representa para Cabo Verde nenhum benefício significativo antes podendo gerar a ilusão de que é possível arbitrar entre objectivos internos e compromissos externos com todos os riscos que isso implica em matéria de desestabilização macroeconómica e de perda de credibilidade. Cabo Verde teria assim tudo a ganhar com uma integração monetária mais forte com Portugal, integração esta que, tendo em conta a criação do euro, significaria a participação numa zona monetária ainda mais ampla, de vocação internacional, e que seguramente permitiria ampliar todos os benefícios decorrentes da utilização de uma moeda forte e de circulação internacional. Diríamos mesmo que quando mais cedo esta integração monetária se processar melhores serão as condições para que os objectivos macroeconómicos definidos possam ser cumpridos plenamente.

Respondendo finalmente à questão colocada no título deste ponto diriamos que a ligação do escudo caboverdeano ao escudo português e ao euro justifica-se não em termos de se verificarem entre Cabo Verde e Portugal as condições de optimidade, tal como são consideradas no quadro da teoria das zonas monetárias óptimas, mas pelo facto de se poderem considerar as relações económicas existentes entre os dois países como formando uma zona monetária natural, ou seja, uma zona monetária que corresponde a um nível elevado de integração económica entre Cabo Verde e Portugal, que permite a Cabo Verde beneficiar da ligação preferencial a um espaço económico desenvolvido como é o da União Europeia, que permite potenciar um passado comum de relações e que poderá, inclusive, beneficiar os processos de afirmação internacional dos dois países no contexto actual de globalização.

Critérios
O Acordo de Cooperação Cambial entre Cabo Verde e Portugal está corporizado em cinco documentos fundamentais: O Acordo, propriamente dito, que fixa o quadro geral em que se desenvolverão as relações cambiais entre Portugal e Cabo Verde, e quatro documentos de concretização técnica das disposições acordados.
Os objectivos fixados são essencialmente três:
1. Criar condições para o incremento de fluxos comerciais e de investimento, entre Portugal e Cabo Verde;
2. Apoiar o processo de reformas estruturais da economia caboverdeana, no sentido do ajustamento, da abertura ao exterior e da modernização;
3. Estabilizar as relações cambiais entre os dois países como condição para o sucesso dos dois objectivos anteriores.

Como é fácil de constatar pelos objectivos enunciados o Acordo pressupõe uma opção estratégica por parte de Cabo Verde de ligação preferencial a Portugal, como forma de assegurar as condições para o desenvolvimento interno. Portugal compromete-se a garantir a convertibilidade da moeda caboverdeana, através da abertura de uma facilidade de crédito para reforço das reservas cambiais de Cabo Verde. Em contrapartida a parte caboverdeana compromete-se a adoptar os critérios de referência da União Europeia para a estabilidade cambial.

No sentido de assegurar o cumprimento do Acordo por ambas as partes é criada uma Comissão do Acordo de Cooperação Cambial (COMACC), integrada por representantes dos Governos dos dois Países.

A facilidade de crédito é objecto de uma regulamentação específica fixada num Contrato de Facilidade de Crédito. Nele se estabelece, designadamente, que a facilidade de crédito se destina ao reforço das reservas cambiais de Cabo Verde e a título de mobilização antecipada de receitas cambiais próprias com entrada prevista no respectivo exercício económico, podendo ser, também, utilizada para o financiamento de importação de bens e serviços ou para a liquidação do serviço da dívida externa, funcionando, neste caso, como Garantia Complementar de Convertibilidade do escudo caboverdeano.
O crédito concedido ao abrigo da facilidade poderá ascender a 5,5 mil milhões de escudos portugueses, podendo este montante ser elevado até 9 mil milhões em caso de bom cumprimento dos objectivos do Plano Macroeconómico de Cabo Verde, previsto igualmente nos termos do Acordo.

MENDONÇA, António. O Acordo De Cooperação Cambial Entre Cabo Verde E Portugal: Algumas Notas De Balanço. Retirado de: <http://www.bcv.cv/_conteudo/noticia/eventos/ENCONTRO%20DE%20ECONOMISTAS%20DE%20CABO%20VERDE_ficheiros/profMendonca.PDF>


INFLAÇÃO
Em economia, inflação é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Isso é equivalente ao aumento no nível geral de preços. Inflação é o oposto de deflação. Inflação zero, ou muito baixa, é uma situação chamada de estabilidade de preços.
Em alguns contextos, a palavra inflação é utilizada para significar um aumento no suprimento de dinheiro e a expansão monetária, o que é às vezes visto como a causa do aumento de preços. Outra distinção também se faz quando analisam-se os efeitos internos e externos da inflação: externamente, a inflação se traduz mais por uma desvalorização da moeda local frente a outras, e internamente ela se exprime mais no aumento do volume de dinheiro e aumento dos preços.
Um exemplo clássico de inflação foi o aumento de preços no Império Romano, causado pela desvalorização dos denários que, antes confeccionados em ouro puro, passaram a ser fabricados com todo tipo de impurezas. O imperador Diocleciano, ao invés de perceber essa causa, já que a ciência económica ainda não existia, culpou a avareza dos mercadores pela alta dos preços, promulgando em 301 um edito que punia com a morte qualquer um que praticasse preços acima dos fixados.


Distorções
A inflação é responsável por diversas distorções na economia. As principais distorções acontecem na Distribuição de Renda (já que assalariados não tem a mesma capacidade de repassar os aumentos de seus custos, como fazem empresários e governos, ficando seus orçamentos cada vez mais reduzidos até a chegada do reajuste), na Balança de Pagamentos (inflação interna maior que a externa causa encarecimento do produto nacional com relação ao importado o que provoca aumento nas importações e redução nas exportações), na Formação de Expectativas (diante da imprevisibilidade da economia, o empresariado reduz seus investimentos), no Mercado de Capitais (causa migração de aplicações monetárias para aplicações em bens de raiz (terra, imóveis), e também a Ilusão Monetária (interpretação errada da relação de ajuste do salário nominal com o salário real, que gera percepção de maior renda e consequentemente decisões equivocadas. As pessoas, julgando-se mais ricas, demandam mais bens e serviços e, com oferta a pleno emprego, causa inflação).


O papel da inflação na economia
Um efeito da inflação de pequena escala é que se torna mais difícil renegociar alguns preços, e particularmente contratos e salários, para valores mais baixos - então com o aumento geral de preços é mais fácil para que os preços relativos se ajustem. Muitos valores são bastante inelásticos para baixo, e tendem a subir; logo, os esforços para manter uma taxa zero de inflação (nível constante de preços) irão punir outros sectores com queda de preços, lucros e empregos. Por conta disso alguns economistas e executivos vêem essa inflação suave como um mecanismo de "lubrificação" do comércio. Segundo algumas escolas de economia, esforços para manter uma estabilidade completa de preços podem também levar à deflação (queda constante de preços), que podem ser bastante destrutiva, estimulando falências, concordatas e finalmente a recessão, que é o "descontrole" ou "descomando", da economia, alertado por Keynes, em sua obra que foi editada finalmente em 1936, conhecida desde então por todos os economistas do "Mundo das Ciências Económicas”.



MOEDA
Moeda é o meio através do qual são efectuadas as transacções monetárias. É todo activo que constitua forma imediata de solver débitos, com aceitabilidade geral e disponibilidade imediata, e que confere ao seu titular um direito de saque sobre o produto social.
É importante perceber que existem diferentes definições de “moeda”: (i) o dinheiro, que constitui as notas (geralmente em papel); (ii) a moeda (a peça metálica); (iii) a moeda bancária ou escritural, admitidas em circulação; e, (iv) a moeda no sentido mais amplo, que significa o dinheiro em circulação, a moeda nacional. Em geral, a moeda é emitida e controlada pelo governo do país, que é o único que pode fixar e controlar seu valor. O dinheiro está associado a transacções de baixo valor; a moeda (no sentido aqui tratado), por sua vez, tem uma definição mais abrangente, já que engloba, mesmo no seu agregado mais líquido (M1), não só o dinheiro, mas também o valor depositado em contas correntes.


Funções da moeda
A moeda tem diversas funções reconhecidas, que justificam o desejo de as pessoas a reterem (demanda):
Meio de troca: A moeda é o instrumento intermediário de aceitação geral, para ser recebido em contrapartida da cessão de um bem e entregue na aquisição de outro bem (troca indirecta em vez de troca directa). Isto significa que a moeda serve para solver débitos e é um meio de pagamento geral.
Unidade de conta: Permite contabilizar ou exprimir numericamente os activos e os passivos, os haveres e as dívidas.
Reserva de valor: A moeda pode ser utilizada como uma acumulação de poder aquisitivo, a usar no futuro. A moeda não é o único activo a desempenhar esta função; o ouro, as acções, as obras de arte e mesmo os imóveis também são reservas de valor. A grande diferença entre a moeda e as outras reservas de valor está na sua mobilização imediata do poder de compra (maior liquidez), enquanto os outros activos têm de ser transformados em moeda antes de serem trocados por outro bem.


Papel-moeda
A ideia do papel-moeda nasceu no dia em que uma pessoa, necessitando de moedas correntes, entregou a outra um vale para troca de mercadorias ou metais (ouro, prata, ferro ou cobre), depois dado em pagamento a um terceiro, com direito de recebê-lo do emitente. Com função semelhante, circularam na Idade Média recibos de depósitos de ouro em pó, que circulava como moeda-corrente, pois era facilmente divisível, mas difícil de ter sua pureza garantida. Esses comprovantes chamavam-se recibos de ourives, pois eram neles que certos comerciantes confiavam, graças à sua idoneidade e cuja assinatura garantia os valores apresentados.


daivarela